Archive for the 'Uncategorized' Category

19
set
10

Direção de George Clooney faz crítica ao governo Bush

Betânia Soares


George Clooney não é só um belo ator que arranca suspiros quando está nas telas. Se tratando de dramaturgia, sua carreira está firmada no sucesso. Depois de começar atuando na TV, George Clooney foi co-fundador da produtora Section Eight, junto com Steven Soderbergh, trabalhando com grandes produções. Como ator, ele concorreu e foi premiado pelo Oscar, Globo de Ouro, MTV Movie Awards e outros. E não é só atuando que Clooney é premiado. Suas experiências como diretor em dois filmes também foram reveladoras. Seu primeiro trabalho nessa função foi em “Confissões de uma mente perigosa” – Confession of a Dagnerous Mind (2002). Mas o filme “Boa noite, boa sorte” – Good night, good luck (2005) – é uma jóia que abrilhantou sua carreira.


Ambientado nos EUA dos anos 1950, “Boa noite, boa sorte” trata do conflito entre mídia e governo com relação ao momento político do pais diante da ameaça comunista. Edward R. Murrow, interpretado por David Strathairn, é âncora da rede de TV americana CBS e, junto com uma equipe de jornalistas e seu produtor Fred Friendly, vivido pelo próprio George Clooney, denuncia ao público a violação dos direitos civis por parte do governo americano na caça aos supostos comunistas nos EUA, como quando uma funcionária pública é levada a júri sem ter conhecimento das provas que a qualificavam como comunista ou seu acusador.

Nessa empreitada, Murrow se posiciona contra o senador Joseph McCarthy, que passa a acusá-lo na TV de filiação ao comunismo e deslealdade ao governo americano. Diante das acusações de abusos feitas por Murrow e sua equipe da CBS, o senador McCarthy é chamado perante o Senado e destituído de seu cargo. Mesmo que Edward Murrow tenha perdido seu programa, que passou a ser exibido em um horário não tão nobre quanto era, e posteriormente demitido, pois a emissora não queria comprar uma briga tão ferrenha contra o governo, ele foi um marco no jornalismo ousado e a serviço da verdade.


Indicado ao Oscar 2006 como melhor filme, melhor roteiro original, melhor direção de arte, melhor fotografia e melhor ator para David Strathairn, “Boa noite, boa sorte” não é um típico filme comercial de Hollywood. Talvez por isso seja uma oposição à industria cultural vã e vazia que, por diversas vezes, apresenta ao público entretenimento somente, sem conteúdo ou informação. Filmado em preto e branco, a película tem a cara dos filmes feitos no começo do século, com cortes incisivos de cenas e pouca trilha sonora, contextualizando a produção com o momento histórico em que se passam os acontecimentos. Ele também ganhou ares de documentário ao mesclar cenas dos arquivo da CBS do próprio senador Joseph McCarthy e algumas imagens de Edward R. Murrow. Além de David Strathairn e George Clooney, o elenco também conta com Patricia Clarkson, Robert Downey Jr., Jeff Daniels e Frank Langella.


O filme tem grande peso não só por causa das características estéticas adotadas por George Clooney, mas também devido à sua carga histórica, com dialogos intensos e sérios, discutindo a liberdade de expressão, a preservação dos direitos dos cidadãos e o dialogo claro entre governo e povo, passando pela mídia. Tais características fazem do filme de Clooney mais atual do que parece. O mesmo empenho da mídia em denunciar o governo americano da década de 1950 pode ser visto em nossos dias. A produção é uma critica ao governo abusivo de Bush, que abriu fogo contra o Iraque em uma guerra até hoje sem solução, sem que existissem provas claras que justificassem o conflito que criou tensão mundial e, depois de tantos anos, ainda não tem razão para existir. Foi por causa da mídia e através dela que pessoas de todo o mundo puderam ver a guerra começar e suas consequências, como soldados americanos e civis das nações atacadas perderem suas vidas. A mídia hoje, assim como tentava fazer Edward Murrow, dá voz aos que se posicionaram contra o conflito, levando o governo atual de Barack Obama a se movimentar na tentativa, enfim, por fim a uma guerra que se quer deveria ter começado.

George Clooney dirige seu segundo filme, mais um sucesso na carreira, repleto de conteúdo histórico e crítica política

 

Veja o trailer:

23
ago
10

Cinema Brasileiro versus Pessimismo

Por Betânia Soares

 

“O cinema brasileiro morreu”. No dia 21/agosto, essa frase de Ivan Cardoso, cineasta, diretor, produtor e ator ecoou pelo espaço Territorio Livre, Espaço Volkswagen, na Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, SP, e bateu de frente com Laís Bodanzky, também cineasta. A palestra “Na tela do cinema: a paixão pela luz” reuniu vários proficionais da area para que pudessem contar suas experiências e responder a perguntas dos espectadores a respeito de cinema. No entanto, o que se viu foram dois lados de uma mesma realidade do cinema nacional, cada qual defendendo seu ponto de vista.

Ivan Cardoso dirigiu seu primeiro longa-metragem em 1982, "O Segredo da Múmia", que lhe rendeu 20 prêmios, inclusive o de melhor filme no Festival de Cinema Fantástico de Madri

Ivan Cardoso é o criador do gênero “terrir” – uma mistura de terror e comedia – e teve seus trabalhos reconhecidos dentro e fora do Brasil. Porém, é um pessimista (ou realista, nas palavras dele) no que se refere ao cinema nacional. Para ele, o cinema daqui está engessado e precarizado, copiando a televisão, em particular a Rede Globo. Isso se deve ao fato de não existir no Brasil grandes produtoras que financiem o trabalho nacional e permita que ele trace seu próprio caminho e crie um estilo particular. “Ou a produção é da Globo, ou o cineasta tem sua própria produtora, ou o artista tem que produzir o próprio filme”, disse o roteirista Newton Cannito, também presente na palestra. Segundo Newton, o modelo Global limita a arte e impede o surgimento de coisas novas, e a indústria cinematográfica do Brasil não busca novos artistas com ideias igualmente inéditas.

Lais Bodanzky é mais otimista. Segundo ela, a memória artística é muito importante para se entender e imprimir a identidade de um país, e o cinema nacional tem cada vez mais se qualificado e revelado uma nova capacidade artísca dos brasileiros. Foi o que aconteceu com o filme “Cidade dos Homens” (2002), de Fernando Meirelles. O filme causou grando movimentação internacional e revelou a capacidade de Fernando como diretor, crinado um gênero cinematográfico copiado pela televisão. Depois disso, Meirelles também dirigiu “Ensaio sobre a Cegueira” (2008), filme que abriu o Festival de Cannes.

Artistas como Fernando Meirelles, Alice Braga (que fez parte do elenco de Ensaio sobre a Cegueira), e Rodrigo Santoro (protagonista de Bicho de Sete Cabeças), estão revelando o Cinema Brasileiro internacionalmente, e criado um modelo respeitado lá fora. É no que também acredita Ricardo Calil, crítico de cinema e mediador dessa palestra que virou debate, dizendo que os brasileiros estão criando uma identidade no que se refere ao cinema e que todo tipo de filme deve ser feito.

Lais é formada em cinema pela FAAP, em São Paulo, e teve grande repercussão como diretora do filme "Bicho de sete cabeças" (2001), com roteiro de Luiz Bolognezi, marido de Lais e que também estava presente na Bienal.

Em detrimento do modelo Globalizado, conta-se hoje com novas formas de filmegem e divulgação, como câmeras de celulares e o YouTube, abrindo espaço para novos talentos e trabalhos inovadores. “O cinema não vai acabar porque o ser humano tem a necessidade de ouvir e contar histórias. E este contar histórias está cada vez mais áudio-visual, características mais marcantes do cinema”, respondeu Lais quando questionada a respeito do cinema, em particular o brasileiro. 

 

Veja o trailer de “Bicho de Sete Cabeças”

 

20
jul
10

Tudo Pode dar Certo

Por Yumi Miyake

No dia 4 de maio 2010 publiquei aqui no blog o post “Cinema de rua é um charme, bixo”e falei sobre a lei sancionada em janeiro desse ano pelo prefeito Gilberto Kassab, que diz que estão isentas de pagamento de ISS (imposto Sobre Serviços) os cinemas de rua. Isso serviria como um estímulo para que os 10 cinemas de rua, entre os 260 que possuímos na capital continuem existindo. Porém, um dos cinemas de rua mais famosos da cidade pode estar com seus dias contados. O Cine Belas Artes,localizado na esquina das avenidas Consolação e Paulista, existe há 43 anos. A interrupção do patrocínio feito pelo banco HSBC faz com que corremos o risco de ver o Cine Belas Artes fechar as portas. Para chamar a atenção do fato e tentar deixar com que isso não aconteça, vários restaurantes paulistanos se juntaram na campanha “Tudo Pode dar Certo”. A atitude partiu da proprietária do La Casserole, Marie-France Henry, que reuniu 16 restaurantes paulistanos em prol da campanha. Até 5 de setembro, quem colaborar com R$ 5 em um dos restaurantes participantes ganha um ingresso para uma sessão de cinema, de segunda à quinta-feira. O convite é carimbado, que vira um vale sobremesa em qualquer um dos 17 restaurantes participantes.

Confira a lista de estabelecimentos participantes: http://patrocineocinemabelasartes.blogspot.com/

04
jun
10

Hollywood propõe novo modelo de consumo de filmes

Por Betânia Soares

Por causa do fácil acesso a filmes por meio da internet e novas tecnologias, os estúdios de Hollywood estudam  novas maneira de manter seu público. A indústria do cinema tem cogitado a hipótese de antecipar a chegada dos filmes à televisão. É o que se pode chamar de “home theater on demand”. Umas das propostas mais apoiadas pelas empresas é a possibilidade do consumidor comprar os filmes na tv a cabo somente 30 dias depois do lançamento no cinema, algo hoje gira em torno de 4 meses na tv a cabo e pelo menos 1 ano na tv aberta.

A ideia pode agradar ao espectador, mas é passo arriscado pois pode prejudicar principalmente donos de cinemas. O período de filmes em cartaz diminuiria e a rentabilidade das bilheterias também. Outro setor em perigo é o de vendas de DVDs. Com os filmes disponíveis na televisão, o consumo do DVD pode cair. O consumidor se desinteressa dos métodos tradicionais por buscar mais liberdade de escolha, agilidade e melhor custo/benefício. Sendo assim, as empresas buscam inovar. Foi o caso dos filmes em 3D. No entanto, o preço dos ingressos está 10% mais caro, e esse aumento não foi o bastante para compensar a queda nas vendas de DVDs.

Os lucros das empresas cinematográficas estão sofrendo grandes mudanças de mercado

Mesmo pondo em risco a rentabilidade dos donos de cinemas, algumas empresas podem começar a testar esse novo modelo ainda esse ano, exibindo filmes de produções menores para descobrirem quão resistente as bilheterias seriam a essa nova forma de se consumir cinema.

03
jun
10

você conhece a Cinemateca Brasileira?!

Por Annelise Medeiros

Não conhece? Eu também não sabia da sua existência! Mas agora tudo pode mudar. O lugar é muito interessante e merece um post sobre ele no blog dos nossos amigos São Outros Paulos. Fica a dica!

Localizado na Vila Mariana a cinemateca é um espaço bonito e bem estruturado, para chegar lá a pé, basta descer na estação Vila Mariana do Metro, pegar o onibus Terminal Santo Amaro e descer na rua Tangara, 304. Ao descer do onibus já tem uma placa indicando aonde fica. É uma construção  doada pela prefeitura que antes era o Matadouro Municipal, porém mais parece com uma igreja, confira a foto da fachada

Ao chegar lá você verá um corredor aberto e tranquilo, um entrada com muitos vidros e um segurança que pede apenas seu primeiro nome para anotar no livro (não entendi aonde está a segurança disso, mas ok). Caminhando pelo corredor, a sua direita fica uma biblioteca com livros e vídeos, computadores e televisões de plasma a sua disposição; a sua esquerda fica um grande espaço com uma pequena lanchonete e uma sala de cinema com 110 lugares. Embora não seja uma distribuidora de filmes, a Cinemateca Brasileira pode fornecer cópias para exibição em suas dependências ou em espaços externos. A solicitação deve ser feita por escrito, com dois meses de antecedência (60 dias), período necessário para a revisão técnica do material.

Em uma conversa com o diretor do espaço, Carlos Magalhães, ele comentou que dá para ser realizado projeções a céu aberto no grande espaço que eles tem, uma espécie de quintal entre as contruções do terreno. Ele explica: “do lado de dentro de uma das salas fica um projetor apontado para o lado de fora [por trás do vidro], e este espaço de fora consegue acomodar bastante gente que assiste à projeção”.

A Cinemateca Brasileira surgiu a partir da criação do Clube de Cinema de São Paulo, em 1940. Seus fundadores eram jovens estudantes do curso de Filosofia da USP. Ele já foi fechado pela polícia do Estado Novo, para saber mais de sua história clique aqui.

A programação é bem variada e está disponível no site. Do dia 1 ao dis 29 de junho há o Curta Cinemateca, uma seleção diversa de filmes lançados recentemente pela Programadora Brasil. Serão projetados filmes e vídeos brasileiros para circuitos de exibição não-comercial. Os programas selecionados este mês dão um apanhado da produção curta-metragista brasileira, reunindo animações, documentários e ficções que tratam de variados temas – artes, futebol, poesia, música, entre outros. As sessões do CURTA CINEMATECA são fixas e acontecem sempre às terças e sábados, às 18h00. Para saber os filmes que serão exibidos e horários para se programar entre no site.

29
maio
10

Wood Allen volta a Nova York

Por Sara Rissato

Woody Allen pode ser reconhecido como o cineasta mais ousado e complexo do cinema atual. Quem gosta dos filmes dele já passou pela fase “blockbuster” do cinema, para um nível mais avançado de entendimento.

O que impressionada em Allen é a capacidade de construir narrativas completamente diferentes. Em sua filmografia podemos encontrar de tudo um pouco, do mais inusitado como crimes psicológicos, crimes, paixões a completa banalidade. Porém, não podemos negar a majestade com que o cineasta comanda suas produções transitando por todos esses tipos de filmes.

Quem conhece a obra de Allen sabe que seu novo filme “Tudo pode dar certo” (Whatever Works) é um tanto quanto especial, pois valida o retorno do cineasta a Manhattan, depois de uma longa fase de produções européias.

O centro da trama consiste em: Boris Yellnikoff (Larry David). Separado, suicida frustrado, quase Prêmio Nobel de Física e professor de xadrez para crianças, o homem de meia-idade nutre verdadeiro ódio pela humanidade.

O cético e pessimista divide suas horas entre conversar com amigos pelas ruas de Nova York, sempre disseminando suas teorias sobre o vazio e a ausência de significado da vida, e momentos de completa neurose, como visitas recorrentes a hospitais e os períodos que passa lavando a mão — que duram o tempo exato de cantar duas vezes “Parabéns a Você”.

Sua vida muda, no entanto, quando conhece Melodie (Evan Rachel Wood), uma jovem loira e boba do sul dos Estados Unidos. Em sua inocência, a garota admira a “genialidade” de Boris e logo se apaixona. Não tarda para que os dois se casem, o que gera uma série de encontros e desencontros envolvendo os pais da menina e amigos de Boris.

Um dos pontos positivos de “Tudo pode dar certo” é o fato de ser um típico filme de Woody Allen, já que Boris representa o homem moderno que vive no eterno paradoxo entre o terror, medo da morte, hipocrisia da sociedade de consumo e o excesso de informação. Conseguimos nos identificar com esse tipo de narrativa, justamente poque vivemos isso no nosso cotidiano. Como no filme, Nova York é a redoma de problemas, mas também a solução de todos. São Paulo e todas as outras megalópoles funcionam da mesma maneira. O charme de nossas ruas, as dores, obstáculos, insatisfações nos impulsionam a continuar. Enquanto Borges busca paz no caos da cidade, ficamos apreciando o derradeiro destino que nossas vidas se encaminham.

Veja o trailer!

28
maio
10

Hollywood versus Botox

Por Betânia Soares 

As mulheres mais lindas e invejaveis do mundo nascem em Hollywood desde sempre. Mulheres perfeitas, com corpos esculturais, seios fartos e que jamais envelhecem. Jamais envelhecem? Isso não é exatamente verdade. A verdade é que muitas dessas atrizes buscam retardar o envelhecimento e, para isso, recorrem ao bisturi das cirurgias plásticas. 

Um dos procedimentos mais utilizados por essas estrelas é a aplicação da Toxina Botulínica, mais conhecida por Botox. A substância ameniza as marcas de expressão porque impede que os músculos no local onde é aplicada se contraiam. O Botox, quando usado em doses moderadas, não causa danos à saúde. O problemas é que o exagero tem se tornado comum entre as famosas hollywoodanas, o que tem deixados os diretores e produtores de filmes um pouco nervosos. 

A aplicação exagerada do Botox impede que as atrizes tenham expressões faciais.  Na era do 3D e da alta tecnologia, essas mulheres se diferenciam muito do resto do elenco e, por causa da rigidez,  não conseguem demontrar sentimentos e sensações. Isso interfere diretamente no resultado da cena. Por motivos assim, os diretores têm preferido mulheres que não tenham intervenções cirúrgicas, tanto no que se refere ao Botox quanto às próteses de silicone. No próximo filme da série “Piratas do Caribe”, que ainda não tem nome comercial definido, a Disney exigiu que atrizes com seios de silicone não participem do elenco, pois são artificiais demais para um filme de época. 

A atriz Nicole Kidman está com o rosto muito diferente depois das aplicações de Botox

Esse é um problema que tem atingido as atrizes mais novas também. Linsay Lohan, atriz de vida agitada e cheia de polêmicas, aderiu ao visual paralisado.

Brittany Murphy, que morreu no ano passado por causa de um ataque cardíaco, ficou irreconhecível depois do procedimento.

O insentivo do momento é que as mulheres comecem a envelher naturalmente e com saúde para que não fiquem tão artificiais nas produções, já que o exagero na busca pela eterna juventude tem atingido mulheres cada vez mais jovens que deveriam se preocupar com isso daqui muitos anos.

 Algumas das famosas metem a respeito de suas plásticas. Mas sites como Awfulplasticsurgery.com mostram as principais personalidades que mudaram radicalmente depois de cirurgias desmedidas.

 

Veja também:

A garota que faz aplicações de Botox desde os 15 anos.