29
maio
10

Wood Allen volta a Nova York

Por Sara Rissato

Woody Allen pode ser reconhecido como o cineasta mais ousado e complexo do cinema atual. Quem gosta dos filmes dele já passou pela fase “blockbuster” do cinema, para um nível mais avançado de entendimento.

O que impressionada em Allen é a capacidade de construir narrativas completamente diferentes. Em sua filmografia podemos encontrar de tudo um pouco, do mais inusitado como crimes psicológicos, crimes, paixões a completa banalidade. Porém, não podemos negar a majestade com que o cineasta comanda suas produções transitando por todos esses tipos de filmes.

Quem conhece a obra de Allen sabe que seu novo filme “Tudo pode dar certo” (Whatever Works) é um tanto quanto especial, pois valida o retorno do cineasta a Manhattan, depois de uma longa fase de produções européias.

O centro da trama consiste em: Boris Yellnikoff (Larry David). Separado, suicida frustrado, quase Prêmio Nobel de Física e professor de xadrez para crianças, o homem de meia-idade nutre verdadeiro ódio pela humanidade.

O cético e pessimista divide suas horas entre conversar com amigos pelas ruas de Nova York, sempre disseminando suas teorias sobre o vazio e a ausência de significado da vida, e momentos de completa neurose, como visitas recorrentes a hospitais e os períodos que passa lavando a mão — que duram o tempo exato de cantar duas vezes “Parabéns a Você”.

Sua vida muda, no entanto, quando conhece Melodie (Evan Rachel Wood), uma jovem loira e boba do sul dos Estados Unidos. Em sua inocência, a garota admira a “genialidade” de Boris e logo se apaixona. Não tarda para que os dois se casem, o que gera uma série de encontros e desencontros envolvendo os pais da menina e amigos de Boris.

Um dos pontos positivos de “Tudo pode dar certo” é o fato de ser um típico filme de Woody Allen, já que Boris representa o homem moderno que vive no eterno paradoxo entre o terror, medo da morte, hipocrisia da sociedade de consumo e o excesso de informação. Conseguimos nos identificar com esse tipo de narrativa, justamente poque vivemos isso no nosso cotidiano. Como no filme, Nova York é a redoma de problemas, mas também a solução de todos. São Paulo e todas as outras megalópoles funcionam da mesma maneira. O charme de nossas ruas, as dores, obstáculos, insatisfações nos impulsionam a continuar. Enquanto Borges busca paz no caos da cidade, ficamos apreciando o derradeiro destino que nossas vidas se encaminham.

Veja o trailer!

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