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abr
10

Chico Xavier mostra que amar ao próximo não é questão de religião

Por Camila Bichuetti

Chico Xavier dirigido por Daniel Filho é baseado no livro “As Muitas Vidas de Chico Xavier”, do jornalista Marcel Souto Maior. O longa estreou no dia em que o médium completaria 100 anos de vida.

A narrativa se estrutura a partir de uma entrevista concedida por Chico Xavier no dia 28 de julho de 1971, ao programa Pinga Fogo da extinta TV Tupi. Geralmente o programa durava cerca de 60 minutos, mas Chico foi sabatinado pelos entrevistadores por mais de 3 horas. Com esse eixo fixado, o filme se constrói de flashbacks que buscam retratar a vida do médium.

Paralelamente ainda se desenrola uma trama pelos atores Tony Ramos (Orlando), e sua mulher Cristiane Torloni (Glória), que perderam um filho recentemente e não encontram conforto para a dor do luto.

A dura infância de Chico em Pedro Leopoldo (MG) é vivida pelo pequeno Matheus Souza. O garoto sofre cedo com a perda da mãe, e é maltratado pela madrinha. Desde pequeno é exposto ao julgamento das pessoas. Ele dizia ver e ouvir espíritos que ninguém mais via ou ouvia. Com a juventude, no corpo do ator Ângelo Antônio, ele descobre mais respeito do espiritismo, de sua mediunidade, e do dom da psicografia. Entretanto a religião espírita é mostrada no filme com um ar de misticismo, que em muitas vezes não se adequa à realidade.

Quem representa Chico mais velho é o ator Nelson Xavier. Nelson é ateu, mas afirma que interpretar o protagonista influenciou muito em sua vida. Para saber mais como o ator Nelson Xavier se sentiu ao viver o médium Chico Xavier, dê uma olhada no site: http://cinema.cineclick.uol.com.br/noticia/carregar/titulo/chico-xavier-provocou-uma-revolucao-em-mim-afirma-nelson-xavier/id/25925

Apesar de tratar alguns aspectos de maneira superficial, como as condições precárias da sua infância e as dificuldades que teve ao longo da vida, Daniel Filho relata passagens importantes da vida de Chico. Uma delas foi o fato de sempre estar sujeito ao julgamento da sociedade. Seria ele um médium ou um falsário?

As dúvidas rondavam o trabalho de Chico. Mas cabe afirmar que poucas pessoas são capazes de abdicar tanto para ajudar ao próximo como ele fez. E, esse é o objetivo do longa. O filme Chico Xavier não se trata de uma questão de religião, mas de um exemplo de solidariedade.

O filme teve enorme bilheteria nos primeiros três dias de exibição: a maior do nacional desde 1995, com 590 mil pessoas.

Acima estão Chico Xavier e seu guia espiritual Emmanuel durante cena do filme. O diretor Daniel Filho escolheu materializar o espírito que só Chico via e ouvia. Várias passagens engraçadas no filme se devem aos dialógos entre os dois.

Um fato interessante a respeito da morte do médium, também registrado no fim filme, é que ele afirmava que partiria em um dia em que o povo brasileiro estivesse muito feliz. Ele faleceu no dia 30 de junho de 2002, poucas horas depois do Brasil conquistar o penta-campeonato na Copa do Mundo.

Assista ao trailer do filme no Youtube:

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