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mar
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Da realidade para as telas

 Por Natália Figueiredo

Um sentimento cada vez mais raro em uma época em que não temos tempo para olhar o outro, nem temos a disposição de sairmos de nossas medidas para vencermos o preconceito é a caridade. Ela é citada como premissa por todas religiões, desde o cristianismo, budismo ao espiritismo 

 Eis que surge na sociedade americana o caso do jogador de futebol Michael Oher e de sua mãe adotiva, a milionária Leigh Anne Tuohy. Devido a imensa beleza dessa história de vida é feito, primeiramente, o livro “The Blind Side: Evolution of a Game ” e  posteriormente o  filme cujo título em português é” Um Sonho Possível”.

É  ela, a caridade, que permeia a beleza de todo o filme. Ela está presente em muitos personagens dessa narrativa, a começar por alguns professores que acreditaram na superação  de Michael e,  principalmente, na personagem Leigh Anne interpretada por Sandra Bullock.

O título original do filme é “The Blinde Side”, que ao pé da letra seria “O Lado Cego”. Tal título faria mais sentido ao filme, o motivo é explicado pelo blog “questão de confiança”:  http://questaodeconfianca.blogspot.com/2010/02/sonho-que-muda-cegueira-da-realidade.html

A história é sobre  um jovem  negro misterioso, sem família, sem moradia, com sérios problemas de aprendizagem e um passado traumático que o transformou em um ser fechado para o mundo e com um imenso vazio. “Big Mike”, como todos o chamam desperta atenção por seu  tamanho, por sua obesidade e por  sua imensa solidão. Leigh Anne o avistou na escola de seu filho e soube que ele era da mesma turma de sua filha. Um dia o encontrou caminhando apenas de camisa e bermuda numa noite fria e  percebeu que ele não tinha para onde ir.

Decidiu levá-lo para passar a noite em sua casa e dar a ele o que vestir. Não satisfeita apenas com isso, decide adotá-lo e fazer de tudo para que ele se sentisse parte da família.

O papel rendeu a Sandra Bullok o Globo de Ouro e o Oscar de melhor atriz. Bullock conseguiu transmitir em seu papel toda satisfação que a personagem sentia em ajudar Michael  e como isso transformou a vida dela e de sua família, fazendo com as atenções se voltassem mais pra sua personagem do que pra do próprio Oher.                                                                    

O verdadeiro Michael e sua família adotiva

O filme apesar de se tratar de um drama garante ao telespectador boas risadas, graças ao tom debochado da personagem de Bullock, ao jeito   que ela se relaciona com sua família,  às façanhas de  seu pequeno filho e a ingenuidade e bondade de Michael que garante cenas ilárias.

Michael graças a ajuda da família se tornou um astro do  futebol americano.

O preconceito sofrido pelo jovem foi representado por cenas como comentários irônicos de amigos da família, a gozação que filha sofria na escola por sua mãe ter adotado Michael e a perseguição de um professor. Mas a questão do preconceito ficou em segundo plano no filme já que a idéia principal a ser passada é a possibilidade de uma vida ser transformada.

 

Veja o trailer:

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1 Response to “Da realidade para as telas”


  1. 1 Ju
    março 29, 2010 às 3:40 pm

    Muito boa a matéria, Na!
    Esse filme vai entrar na minha lista de espera ;D


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