Arquivo de março \31\UTC 2010

31
mar
10

Qualidade e gratuidade

Por Natália Figueiredo   

O que fazer quando queremos assistir a um filme mais “cult” ou apenas com um conceito mais artístico que o cinema comercial? Ir a qualquer locadora não é a melhor solução, já que na maioria delas é difícil encontrar filmes do gênero. Ir a um cinema mais alternativo pode ser uma opção que nem sempre está ao alcance de nossos bolsos. Por conta disso, muitos recorrem aos downloads ou a pirataria para ter acesso ao cinema-arte. Mal sabem que a cidade oferece opções gratuitas  de exibição desses filmes.   

famosa cena de psicose, filme de Hitchcock

  

No mês de março, por exemplo, aconteceram exibições especiais dos filmes de Alfred Hitchcock na biblioteca pública Roberto Santos, na Zona Sul de São Paulo e na Galeria Olido, no centro. O cineasta considerado o mestre do suspense, teve sua filmografia completa exibida entre os dias 2 e 14 gratuitamente. Foi exigido apenas que o ingresso fosse retirado com um tempo de antecedência.   

O Centro Cultural de São Paulo também sempre oferece diversas opções de filmes e documentários do gênero. Neste mês, em homenagem ao dia Internacional da Mulher, ele exibiu oito musicais clássicos em que aparecem musas do cinema, como New York, New York de Martin Scorcese e Xanadu de Robert Greenwald. Exibiu também um especial com clássicos de terror como Frankstein e O Lobisomen.   

Para os que não conhecem, existe ainda, a Cinemateca Brasileira. Ela é uma espécie de biblioteca da produção áudio-visual nacional, possui mais de 200 mil rolos de filmes.  Nela ocorrem exibições de filmes por 4 reais, podendo estudante pagar 2.   

No mês de abril acontecerá a exibição de curtas, um especial com filmes do cinema de Portugal e uma mostra de filmes clássicos e raros do cinema brasileiro. É permitido também pegar filmes emprestados do acervo, mas é necessário um requerimento pelo menos 60 dias antes…    

  

Cinemateca Brasileira

 Vale a pena também ficar atento aos festivais de cinema. Ano passado, por exemplo, o Festival de cinema da América Latina exibiu gratuitamente produções de artistas latino-americanos. A mostra aconteceu em espaços como o Memorial da América Latina e o Museu da Imagem e Som , tudo isso durante o mês de julho. Ainda não há informações sobre o festival desse ano.  

Para saber onde e quando acontecerá exibições gratuitas ou de baixo custo acesse: 

O portal da secretaria da cultura: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/ 

A programação do Centro Cultural de São Paulo: http://www.centrocultural.sp.gov.br/index.asp 

O site da cinemateca: http://www.centrocultural.sp.gov.br/index.asp 

A programação do Memorial da América Latina: http://www.memorial.sp.gov.br/memorial/index.jsp 

O Museu da Imagem e Som: http://www.mis-sp.org.br/ 

Se você sabe de algum outro lugar onde acontecem essas exibições ou já teve alguma experiência em algum dos eventos citados nesse post,  pedimos que deixe aqui sua sugestão ou conte sua experiência.

30
mar
10

A guerra nua e crua, fora do front

Por Yumi Miyake

Guerra ao Terror ( The Hurt Locker)

Aqui no Brasil, Guerra ao Terror poderia muito bem passar despercebido numa loja ou locadora. Isso porque a produtora Imagem Filmes o lançou direto em DVD em abril de 2009. Só que o filme começou a ganhar notoriedade, e junto com isso, a possibilidade de ser indicado em várias categorias ao Oscar desse ano, sendo um forte concorrente do queridinho Avatar.  Perceberam então o potencial do filme e dez meses depois de ser lançado em DVD, chegou as telas das salas de cinema do Brasil.

O filme nasceu de uma série de reportagens escritas pelo jornalista Mark Boal, e é dirigido pela Kathryn Bigelow (Caçadores de emoção, O Peso da Água), ex mulher de James Cameron (diretor de Avatar) custando a bagatela de US$ 11 milhões. O mais interessante é que se comparado a outros filmes de guerra, esse é guerra pura, a guerra como ela é, sem aquele drama carregado e soldados transformados em heróis. Ele já está sendo considerado o primeiro filme a mostrar realmente o que acontece aos jovens soldados americanos, e o que eles passam durante esse tempo em combate. E melhor ainda, é um filme de guerra dirigido por uma mulher.

O filme se passa no Iraque, mas os soldados não atuam no campo de batalha, como se poderia pensar. A missão deles é desarmar bombas, um dos trabalhos mais difíceis e arriscados. 38 dias faltam para terminarem a missão, 38 dias os separam de casa. Depois de uma missão que deu errado, o sargento Thompson (Guy Pierce) é morto. Quem chega para substituí-lo é William James (Jeremy Renner), que tem um jeito bem peculiar de trabalhar, fazendo com que o sargento Sanborn (Anthony Mackie) e o soldado Eldridge (Brian Geraghty)  se acostumem com seu jeitão arriscado de ser, apesar de ser um bom profissional.

Quase documental, Guerra ao Terror é basicamente desarmar bombas na primeira hora de filme, então chega a ser um pouco cansativo, lento demais até. A segunda hora conta com cenas mais fortes e mais violentas, a câmera assume os pontos de vista de James, como se fossem seus olhos. Nossos olhos, afinal. Qual é a nossa visão sobre a guerra? Bigelow quer nos mostrar que a guerra já perdeu seu sentido, porém está longe de acabar. Os soldados não estão mais preocupados em ser heróicos, eles vão para as missões porque não se sentem melhor fazendo outra coisa, já estão viciados na guerra. O sargento James personifica a frase de início de filme, do jornalista americano Chris Hegdes, correspondente de guerra: “War is a drug” (A guerra é uma droga).

Filme de guerra, dirigido por uma mulher, bom roteiro, boa montagem, baixo custo… longe de ser uma briga de marido e mulher, Guerra ao Terror desbancou Avatar levando 6 dos 9 Oscars a qual fora indicado: roteiro original, montagem, som, edição de som, melhor direção (Bigelow foi a quarta mulher a concorrer ao Oscar de direção, sendo a primeira a ganhar) e claro, melhor filme. Prova de que o cinema independente ainda pode desbancar mega produções.

Com atores vindo do cinema independente, repare também na participação do já conhecido e consagrado Ralph Fiennes (Harry Potter, O Jardineiro Fiel, O leitor).

Trailer:

29
mar
10

Drama pesado, atuações brilhantes

Por Camila Bichuetti

Há algum tempo atrás, Gabourey Sibide, era apenas uma estudante de psicologia, nascida no Brooklyn e criada no Harlem. Foi incentivada por sua mãe e um amigo a fazer o teste para a protagonista do filme Preciosa – uma história de esperança. Até então, não havia participado de nada além que algumas peças na escola. Sibide concorreu com mais 500 garotas pelo papel principal do filme e acabou sendo escolhida dois dias depois de realizar o primeiro teste.

Em entrevista cedida ao site G1, ela conta que o diretor Lee Daniels perguntou como ficariam as aulas na faculdade caso ela fizesse o filme. Sem pensar muito Sibide respondeu: “Não é todo dia que alguém recebe uma oferta para participar de um filme, algo tem que ser sacrificado.” Muito provável que ela tenha conquistado o diretor e acabou sendo escolhida para o papel.

A novata surpreendeu e merece destaque. Logo em seu primeiro trabalho no cinema chegou a concorrer pelo Oscar, na categoria de melhor atriz com as veteranas Meryl Streep e Helen Mirren.

O filme é baseado no livro Push (1996), de Sapphire e traz temas como racismo, abuso sexual, incesto, pobreza, violência doméstica e AIDS para as telas. O resultado positivo é mérito do diretor Lee Daniels, que conseguiu trabalhar bem todos esses aspectos sem torná-los clichê e nem exagerar na dose.

Claireece Preciosa Jones é uma adolescente de 16 anos, negra, obesa, analfabeta, pobre, mal-tratada pela mãe e vítima de estrupos pelo seu pai. Grávida de seu segundo filho, a diretora de sua escola a força a mudar para uma escola “alternativa”, onde acaba conhecendo a professora Blu Rain, interpretada por Paula Patton, que a ajudará a aprender a ler e exteriorizar as suas emoções.

Com tantos problemas, Preciosa encontra refúgio em seus devaneios: ela se imagina uma estrela, passeando por festas, fazendo sessões fotográficas e com um namorado lindo. E é para esse mundo que ela foge quando que sair da sua realidade.

O filme Preciosa, contou com um ótimo elenco. Vale ressaltar, a participação de Mariah Carey sem nenhum glamour, na pela da assistente social e o enfermeiro, interpretado por Lenny Kravitz, que quase passam despercebidos no decorrer do filme, tamanho envolvimento na trama.

Mesmo lidando com temas tão pesados, o filme se trata de algo maior: a esperança. Preciosa, com o apoio da professora Rain, de suas novas amigas da escola “alternativa”, começa a ganhar auto-estima e coragem para encarar seus problemas de frente.

O filme recebeu atenção especial da apresentadora de TV, Oprah Winfrey, que ajudou na divulgação e acabou entrando na ficha técnica como produtora executiva.

Preciosa já acumula tem 44 prêmios e 58 indicações pelo mundo. A atuação de Mo’Nique, que interpreta a mãe de preciosa, recebeu grandes elogios e ganhou como Melhor Atriz Coadjuvante nas seguintes premiações: 82º Academy Awards, Oscar, 67º Globos de Ouro e 16º Screen Actors Guild Awards.

O filme também foi premiado como Melhor Roteiro Adaptado pelo Oscar e pela 82º Academy Awards.

No Spirits Award, premiação voltada para cinema independente, ainda ganhou como melhor filme, diretor e roteiro original, melhor atriz (Gabourey Sibide) e melhor atriz coadjuvante (Mo’Nique).

Preciosa, além de ótimo elenco, tem um enredo envolvente que é capaz de emocionar o telespectador. Eu recomendo.

Confira o trailer de Preciosa:

27
mar
10

Um bordel de Paris – Moulin Rouge

Por Sara Rissato

Moulin Rouge é a celebração da verdade, da beleza, da liberdade; e, acima de tudo, do amor. O enredo acontece na mal-afamada, embora glamourosa e luxuosa boate na Paris de 1900. Nicole Kidman interpreta Satine, o Diamante Brilhante, estrela do Moulin Rouge e cortesã mais famosa da cidade. Ela se apaixona por um jovem escritor, porém vira objeto de obsessão de um rico duque. Ewan McGregor é o escritor Christian, que se vê arrastado para dentro desse mundo decadente e ao mesmo tempo espetacular, onde tudo é permitido – menos se apaixonar. O filme foi escrito, dirigido e produzido pelo australiano Mark Anthony Luhrmann, também conhecido por Baz Luhrmann.

Paris naquela época era a casa de grandes artistas como Bob Dylan e  Eminems, além de ser o centro da tão aclamada revolução boemia. O Moulin Rouge, que realmente existiu, foi um bordel conhecido como mais depravado e selvagem da época, um cabaré onde era possível perder a identidade e viver todas as suas fantasias. Ele era dividido em três partes.  A fachada que possuía o charmoso moinho, um jardim e o salão de dança.  O salão principal continha galerias que circulavam a pista de dança, a plataforma para a banda e, por incrível que pareça, existia um elefante gigante no jardim que servia de camarote para a cortesã mais desejada.

O nosso Moulin Rouge era exatamente igual ao bordel de Paris. Nada foi feito ao ar livre, todas as cenas foram interpretadas dentro de estúdios, o que não é comum, se tratando de cinema hollywoodiano. As cenas foram filmadas nos estúdios Fox em Sydney. Construíram uma maquete de Paris e colocaram imagens digitais de pessoas no início da produção, batendo o recorde de tomadas de elementos visuais mais longas da história do cinema. O elefante que construíram tinha os mesmos 20 metros de altura do verdadeiro, com isso as personagens de Ewan McGregor e Nicole Kidman tiveram que usar arreios, pois era muito perigoso. Podemos resumir os cenários do bordel como um banquete para os olhos, cinematograficamente falando. Há um choque de estilos, clássico, histórico, moderno em toda a produção. Foram feitos 300 figurinos totalmente novos, sendo que havia 80 pessoas trabalhando somente na indumentária. Nossa estrela principal, Satine, possuía figurinos totalmente exclusivos para ela.

Satine teve sua inspiração em Marlene Detrich, Marilyn Monroe e Madonna. As outras cortesãs eram chamadas de Diamond dogs, receberam esse apelido porque como diz a lenda naquela época as cortesãs eram pagas com diamantes, e as mesmas frequentemente os lançavam ao fogo só para vê-los queimar. As danças reproduzidas são chamativas e eróticas, as que mais se destacam são o can can e o tango. O can can era uma dança tão sedutora e violenta que homens morriam de enfarte no meio da pista de dança. O tango foi reproduzido por 30 casais fazendo os mesmos passos de formação, deixando o momento intenso e radicalmente agressivo. Moulin Rouge é a terceira produção de uma trilogia.

A primeira, Strictly Ballroom (1992), a mensagem foi transmitida através da dança. A segunda é Romeu e Julieta (1996) que utilizou o uso elevado da língua shakespeariana para transmitir a história; e, finalmente Moulin Rouge (2001) aonde a essência do filme esta nas notas musicais das canções interpretadas pelas personagens. Os três filmes têm um estilo semelhante, é cinema com participação da audiência através da reinvenção do gênero cinematográfico. O filme se estabelece como sendo uma miscelânea da cultura do século passado, tendo a habilidade de nos envolver com várias emoções, usando todos os estilos musicais e decorativos para recriar esse “submundo elevado”.

Confira também a música tema de Satine e Christian

26
mar
10

Um mundo onde a fé é a última esperança

 

Por Betânia Soares

 

Nos últimos anos, o que não faltam são campanhas e propagandas que promovam a preservação do planeta, mostrem o descaso do homem para com o meio ambiente e mesmo nossa destruição total conseqüente da ação humana desmedida. No cinema não é diferente. Este assunto está em Um dia depois de Amanhã (The Day after Tomorrow, 2004), Eu sou a Lenda (I am legend, 2007), na animação Wall-E (2008), também no filme 2012 (2009) e no ganhador de três estatuetas no Oscar 2010, Avatar (2009).  Este último, por exemplo, atraiu com muito agrado os olhos da senadora do Partido Verde, Marina Silva, que até desejou conhecer o diretor do filme, James Cameron. Para ela, a produção é um grande exemplo de ativismo ambiental.

Nos filmes com esse roteiro o que se vê, geralmente, são grandes catástrofes que surpreendem de tão impressionantes que são os efeitos especiais, capazes de fazer o público sentir medo do que vê e provocar reflexões e discussões. As cidades mais famosas do mundo se empilham em ruínas na tela, países são devastados e a sociedade, praticamente extinta. O filme dos irmãos Albert e Allen Hughes, no entanto, abordando este mesmo tema, revela um olhar diferente sobre ele. Em O Livro de Eli (The book of Eli, 2010), as grandes revoltas da natureza contra a ação humana não estão na tela com efeitos de computador mirabolantes. Elas já aconteceram e o planeta como é conhecido hoje não existe mais.

 Denzel Washington é Eli, um dos poucos sobreviventes que conhecem o planeta pré e pós-apocalíptico. Nesse novo mundo, 30 anos depois da destruição, gerações nasceram e cresceram sem conhecer a Terra de antes, suas culturas, suas línguas, seus costumes e crenças. Agora, o planeta é terra de ninguém, onde forasteiros andam pelas estradas saqueando e matando pessoas para roubar água, um bem muito valioso, ou qualquer coisa boa para escambo. Sem lei, sem governo, sem regras. A não ser a da sobrevivência a qualquer custo. Eli, porém, leva consigo um livro capaz que trazer de volta civilidade a essa sociedade, e sua missão é transportá-lo até o oeste dos EUA arruinados, onde uma esperança de recomeço está nascendo. O livro em questâo é a Bíblia Sagrada, um dos mais fortes símbolos cristãos do nosso mundo.  O vilão Carnegie, interpretado por Gary Oldman, também acredita no poder transformador do livro. Para o personagem, ele é o segredo que deu poder e fortuna a Impérios, desencadeou guerras movidas pela fé e  manteve as sociedades sob controle. O ator, que fez Sirius Black na série Harry Potter e o Comissário Gordon nos últimos fimes de Batman (Batman Begins, 2005, e The Dark Knights, 2008), mostrou um talento grandioso para personagens malvados e disse para a revista Preview que se divertiu fazendo Carnegie, e que seu personagem e o de Denzel são “dois homens guiados por crenças e obsessões”. 

Outra boa interpretação foi a de Mila Kunis, a Solara, que faz a filha de Claudia, interpretada pela atriz Jennifer Beals, escravas de Carnegie. Ray Stevenson também está no elenco, como o braço direito do vilão, e deu à produção um toque de faroeste ao gosto de Allen Hughes. O diretor fez até um bar que remete a esse gênero na pequena vila organizada e governada por Carnegie.

O mundo devastado e em cinzas dos irmãos Hughes ficou fácil de imaginar com as gravações feitas no Novo México. A paisagem desértica, algumas poucas casas solitárias que resistiram à guerra nuclear, que destruiu a camada de ozônio e obriga os personagens a sempre usarem óculos quando estão expostos à luz do dia, e os personagens aos trapos e sujos foram filmadas na cor sépia, que também ajuda a reforçar a impressão de miséria.

A peregrinação de Eli e a saga do livro mostram que o foco do filme realmente não está sobre a destruição da Terra em si. Mas sim no que o livro representa: a fé. Esta movia a antiga civilização e a mantinha segura sob as crenças que garantiam o mínimo de ordem. É este mundo que Eli sonha ajudar a restaurar. O livro de Eli não chega a ser uma trama muito rebuscada, mas consegue prender a atenção durante todos os 118 minutos, com cenas de lutas com a calma e precisão de Bruce Lee encarnadas por Denzel acompanhado de sua espada, mesmo que as cenas, às vezes, pareçam um pouco ensaiadas, certinhas demais. E o final entra para a lista dos filmes com finais surpreendentes.

 

 

Saiba mais! Denzel Washington fala sobre religião e poder que ela tem.

http://noticias.gospelmais.com.br/o-livro-de-eli-denzel-washington-entrevista-religiao-biblia-arma.html

 

Veja o trailer!

25
mar
10

Melhor comédia romântica dos últimos tempos

Por Annelise Medeiros

O público considera esta a melhor comédia romântica dos últimos tempos. O filme é bem engraçado e divertido, mas há quem reivindique por um final que conte mais detalhadamente o que aconteceu com o casal romântico depois daquele primeiro beijo de verdade. Para quem quer ficar a par dos depoimentos: http://www.filmesdecinema.com.br/trailer-a-proposta-340/

A história é sobre uma poderosa editora chefe, Margareth, interpretada por Sandra Bullock, bem monstra, pois trata mal todos os empregados na empresa. Quando descobre que vai ser deportada para seu país de origem (Canadá) por causa de certas regras na lei americana que ela não cumpriu, Margareth não hesita em pensar numa alternativa rápida para evitar que seu sucesso profissional caia em ruínas e, na mesma hora, declara que vai se casar com seu assistente, Andrew. Ele, interpretado por Ryan Reynolds, vê nesse caso a oportunidade de ganhar uma elevação de cargo e irritar a chefe que há tantos anos infernizou sua vida e agora depende dele para continuar morando nos Estados Unidos.

Só que para fingir ao departamento de imigração que eles formam um casal real, eles passam por uma série de aventuras e contratempos. A ironia dos atores dá um tom cômico ainda maior ao filme. O casal passa um final de semana no Alasca com a família de Andrew e, a partir daí, ambos descobrem um amor atrás de todo aquele ódio. Nesse meio do filme, Bullock aparece nua, e isso rende o que falar. O site http://www.mundodastribos.com/sandra-bullock-aparece-sem-roupa-no-filme-a-proposta.html conta que a cena demorou 3 horas para ser gravada. É duro o trabalho de um ator, são muitas horas pra ficar pelada na frente de todo um set de filmagem e de frente a uma outra pessoa na mesma situação, isso é super constrangedor, porém esses atores, pela experiência que têm, levaram a sério e não deixaram transparecer nada estranho aos olhos do espectador.

Das cenas mais mal avaliadas faz parte a cena da casa de stripper, em que Margareth ganha uma dança sensual, ela é considerada pelo público boba e mal explorada. Outra é aquela em que a avó de Andrew está na floresta e Margareth a encontra, além do erro de continuidade aparente no cabelo de Bullock, que uma hora está bagunçado e no frame seguinte está liso e penteado, a cena perde utilidade e valor por ela ser mal explicada e um tanto quanto forçada. Cenas assim poderiam sem problemas serem excluídas do filme que não faria diferença alguma.

A cena no departamento de imigração é mal feita, ela foge da realidade, pois num lugar com muita gente brigando pra ser atendida Margareth e Andrew têm preferencia sem se saber o motivo. Seria culpa de quem? Diretor? Produtor? Ou roterista? A culpa é de todos, e o espectador não engole bem o fato de detalhes no filme fugirem bastante da realidade.

Por fim, a comédia merece ser vista num domingo chuvoso. Segundo o blog Bitpop, o filme acontece de uma maneira “comédia romântica de ser”, mas mesmo previsível, ele deixa tudo divertido e engraçado.

Fontes:

http://www.sidneyrezende.com/noticia/46170+ryan+reynolds+rouba+a+cena+no+filme+a+proposta+que+estreia+nesta+sexta

http://www.bitpop.info/a-proposta.html

Lembrem-se de comentar no Blog!!

24
mar
10

Da realidade para as telas

 Por Natália Figueiredo

Um sentimento cada vez mais raro em uma época em que não temos tempo para olhar o outro, nem temos a disposição de sairmos de nossas medidas para vencermos o preconceito é a caridade. Ela é citada como premissa por todas religiões, desde o cristianismo, budismo ao espiritismo 

 Eis que surge na sociedade americana o caso do jogador de futebol Michael Oher e de sua mãe adotiva, a milionária Leigh Anne Tuohy. Devido a imensa beleza dessa história de vida é feito, primeiramente, o livro “The Blind Side: Evolution of a Game ” e  posteriormente o  filme cujo título em português é” Um Sonho Possível”.

É  ela, a caridade, que permeia a beleza de todo o filme. Ela está presente em muitos personagens dessa narrativa, a começar por alguns professores que acreditaram na superação  de Michael e,  principalmente, na personagem Leigh Anne interpretada por Sandra Bullock.

O título original do filme é “The Blinde Side”, que ao pé da letra seria “O Lado Cego”. Tal título faria mais sentido ao filme, o motivo é explicado pelo blog “questão de confiança”:  http://questaodeconfianca.blogspot.com/2010/02/sonho-que-muda-cegueira-da-realidade.html

A história é sobre  um jovem  negro misterioso, sem família, sem moradia, com sérios problemas de aprendizagem e um passado traumático que o transformou em um ser fechado para o mundo e com um imenso vazio. “Big Mike”, como todos o chamam desperta atenção por seu  tamanho, por sua obesidade e por  sua imensa solidão. Leigh Anne o avistou na escola de seu filho e soube que ele era da mesma turma de sua filha. Um dia o encontrou caminhando apenas de camisa e bermuda numa noite fria e  percebeu que ele não tinha para onde ir.

Decidiu levá-lo para passar a noite em sua casa e dar a ele o que vestir. Não satisfeita apenas com isso, decide adotá-lo e fazer de tudo para que ele se sentisse parte da família.

O papel rendeu a Sandra Bullok o Globo de Ouro e o Oscar de melhor atriz. Bullock conseguiu transmitir em seu papel toda satisfação que a personagem sentia em ajudar Michael  e como isso transformou a vida dela e de sua família, fazendo com as atenções se voltassem mais pra sua personagem do que pra do próprio Oher.                                                                    

O verdadeiro Michael e sua família adotiva

O filme apesar de se tratar de um drama garante ao telespectador boas risadas, graças ao tom debochado da personagem de Bullock, ao jeito   que ela se relaciona com sua família,  às façanhas de  seu pequeno filho e a ingenuidade e bondade de Michael que garante cenas ilárias.

Michael graças a ajuda da família se tornou um astro do  futebol americano.

O preconceito sofrido pelo jovem foi representado por cenas como comentários irônicos de amigos da família, a gozação que filha sofria na escola por sua mãe ter adotado Michael e a perseguição de um professor. Mas a questão do preconceito ficou em segundo plano no filme já que a idéia principal a ser passada é a possibilidade de uma vida ser transformada.

 

Veja o trailer: