Por Betânia Soares
Este assunto está sim um pouco saturado. Mas uma semana depois da estreia, não se pode deixar de falar de como foi o filme “Alice no país das maravilhas” nos cinemas do Brasil. Com salas abarrotadas de fãs cheios de expectativas, os cinemas lotaram as sessões com várias exibições por dia, inclusive nas madrugadas.
Como esperado, o mais novo trabalho do diretor Tim Burton chama atenção pelo cuidado com a produção, os detalhes visuais, os efeitos especiais e o aspecto macabro, ou bizarro, como caracterizou a atriz Mia Wasikowska, que interpreta Alice. A proposta de Burton foi dar continuidade à história original de Lewis Carroll. Alice está de volta ao país das maravilhas, fugindo de uma proposta de casamento à qual não se sente inclinada a aceitar. Nesse retorno, Alice reencontra o chapeleiro maluco, personagem de Johnny Depp, a rainha branca, vivida por Anne Hathaway, e a rainha vermelha, interpretada por Helena Bonham Carter, além de todos os seres de Wonderland que esperavam por sua volta.

“Eu não lembrava da história original. Então, não comparei com a de Tim Burton. Achei demais, mas o 3D não fez tanta diferença”, declarou Paula Barra, de Chá de Calcinha. Fato! A história de Buton é nova, mas conversa com a de Carroll. No entanto, os fãs que foram aos cinemas esperando ver mais do diretor na tela se frustaram um pouco. A nova versão não representa em nada o poder criativo de Tim. Vale até dizer que se não fosse o elenco de peso, a produção seria um fiasco.
Assistir ao filme em 3D ou da forma tradicional não faria tanta diferença, e essa foi a principal reclamação: “Gostei muito do filme por ter visto os personagens na tela. Mas a história é fraca e o 3D mal feito”, disse Mayara Maluceli, de Club da Gula.

Para Gabriela Montesano, de Gente como A gente, o problema é que se criou tanta espectativa a respeito do filme desde que ele foi anunciado que, quando os espectadores chegaram aos cinemas, foi difícil superar tudo o que se esperava dele. Alguns dos entrevistados para essa materia chegaram a dizer que, segundo funcionarios das bilheterias, a frequencia nas sessões de Alice caiu ainda nessa primeira semana.
É certo dizer que “Alice no País das Maravilhas” não é tudo o que se podia esperar de Tim Burton. Mas, ainda assim, ir até o cinema gastar 108 minutos não é um programa perdido.