O Festival Internacional de Cinema Fantástico, conhecido como Cinefantasy, chega a sua 5ª edição. Ele teve início no dia 31 de agosto e exibirá filmes nacionais e internacionais de curta e longa-metragem, entre clássicos e contemporâneos de ficção científica e do horror até o dia 12 de setembro. Ao todo, o evento exibe 37 longas e 117 curtas e inclui homenagens ao cineasta brasileiro José Mojica Marins e ao cineasta colombiano Jairo Pinilla. Além disso, o público pode participar de oficinas, debates e palestras.
O melhor do Cinefantasy é que ele traz desde filmes de cineastas desconhecidos a produções premiadas no circuito paralelo, como “Strigoi”, de Faye Jackson, que foi vencedor do Toronto After Dark na categoria de melhor filme independente e ganhou como melhor diretor no Fantastic Planet Sydney.
E mais: O grego “Evil in time of heroes”, do diretor Yorgos Noussias – exibido nos Festivais Fantásticos do Canadá, Bélgica e na Semana do Terror da Alemanha também fará parte da programação do festival. Mas não para por aí. Você também pode conferir o canadense “Dead Hooker In a Trunk”, das gêmeas Jen e Silvia Soska e muito mais.
Por isso, o destaque vai para a programação internacional que traz produções israelenses, colombianas e gregas, além de relembrar os melhores de 2009.
Os locais de exibição são o Centro Cultural SP, Galeria Olido e Biblioteca Temática Viriato Corrêa. A entrada é gratuita, exceto no Cine Olido (Inteira: R$ 1 e Meia: R$ 0,50). Você pode encontrar a programação no site abaixo: http://www.cinefantasy.com.br/
Nesse ano de 2010, acontece o 4° Festival de Whisky no Brasil. O evento, que começou dia 15 de abril e vai até 30 de maio, acontece em Ribeirão Preto, Recife e São Paulo. O objetivo é trazer para as terras brasileiras um pouco da cultura Escocesa, principal produtora de Whisky. Mas o que “Vamos falar de cinema” tem a ver com isso?
Durante o festival, todas as quintas-feiras às 21:30h, o Cine Belas Artes em São Paulo apresenta uma sessão de cinema com filmes ligados à Escocia. Na última quinta-feira, dia 13 de maio, “Vamos falar de cinema” esteve lá e assistiu “PS: Eu te amo” (PS: I love you, 2007), de Richard LaGravanese.
Ao comprar o ingresso para a sessão (preço integral de 9 reais e 4,50 para estudantes), o espectador ganha uma dose de Whisky 12 ou 8 anos para curtir o filme em clima escocês, e um DJ anima o ambiente que conta com uma banca de livros sobre cinema e outros produtos com esse mesmo tema. Pelas telonas do festival já passarm sucessos como A inglesa e o Duque (Eric Rohmer – 2001), Eduardo II (Derek Jarman – 1991) e O sonho de Cassandra (Woody Allen – 2007).
Riff-Raff (Ken Loach – 1991) é o filme do próximo dia 20 de maio. E encerrando as sessões de cinema banhadas a Whisky, dia 27 de maio estará nas telas do Cine Belas Artes Morte no Funeral (Frank Oz – 2007).
Confira aqui os trailers dos próximos filmes em cartaz:
Além da tradicional bebida escocesa, o 4° Festival de Whisky conta com músicas de bandas da Escocia e o melhor da gastronomia do país.
O que acontece quando Nicholas Sparks, autor de livros como “Diários de uma Paixão” (The notebook) e “Um amor para recordar” (A walk to remember) resolve escrever outro livro? Uma história de amor, claro. “Querido John”(Dear John) chegou em primeiro lugar na lista dos livros mais vendidos do New York Times e até agora já vendeu cerca de 5 milhões de exemplares nos Estados Unidos.
E o que acontece quando Lasse Hallström, diretor sueco cujo último trabalho é com Richard Gere em “Sempre ao seu lado” (Hachiko – no post de Annelise) resolve dirigir essa obra? Bom…
Os dois livros de Sparks citados acima foram adaptados para as telonas, e com Dear John não poderia ser diferente. O filme é estrelado por Channing Tatum, no papel de John, mais um ator que começou a carreira como modelo (também, pudera) e atuou em vários filmes, entre eles “Ela Dança eu Danço” 1 e 2, “Inimigos Públicos” e “G.I. Joe: A origem da Cobra”. Ele é o soldado que se apaixona pela personagem de Amanda Seyfried (Alpha Dog, Mamma Mia!), Savannah, uma jovem universitária. Até então nada de novo: menina de família mais ou menos rica com o soldado mais ou menos problemático que apesar de se encontrarem entre as missões de John, mantém o relacionamento através de cartas. O tempo vai passando e o atentado de 11 de setembro é o que faz com que o relacionamento tome outros rumos.
O que deveria ser o principal do filme, a troca de cartas, acaba ficando em segundo plano pela falta de complexidade: os diálogos são só promessas e sonhos de um casal apaixonado. O destaque do filme são as outras relações abordadas, como a de Savannah com Alan, o menino autista e a de John com o seu pai (vivido por Richard Jenkins, talentoso, toma a cena pra ele), relações essas que acabam mostrando mais as personalidades de John e Savannah.
Os comentários no site Cineclick deixam claro a decepção com a versão filme de Dear John do diretor sueco Lasse Hallstrom: “Com todas as ferramentas para transformar esse filme numa linda história de amor, infelizmente dessa vez o diretor Lasse Hallstrom, com seu currículo de bons filmes, fracassou.” Diz Sylvia, em um dos comentários.
Claudinei, no site Omelete, comenta: “O filme realmente vale pela relação Pai-Filho, o que na verdade me cativou mais do que o romance em si…”
Dear John é para aqueles que adoram um romance água com açúcar, mas mesmo assim sairão do cinema sentindo falta de alguma coisa.
O filme teve sua estreia no Brasil na última sexta-feira dia 7. Leia AQUI a entrevista do portal Terra com o diretor sueco.
Freddy Krueger pode ser considerado um dos ícones mais famosos quando se fala em cinema de terror. E agora ele está de volta com o remake do filme “A Hora do Pesadelo” (1984).
Já foram lançados dez filmes e três séries de TV que tinham como personagem principal o monstro, com suas garras de aço e queimaduras horrendas. Entre eles, o recente “Freddy vs. Jason”, de 2003. Leia mais clicando:
O jovem diretor e roteirista americano Wes Craven foi o mentor da história deste assassino que se iniciou 1984, com “A Hora do Pesadelo” produzido pela New Line Cinema, uma produtora desconhecida até então.
”A Hora do Pesadelo”, trará de volta a trama dos anos 80 retratando um delírio onírico. Krueger aterroriza jovens em pesadelos que mais parecem realidade. Desta vez o vilão tão cultuado pelos admiradores de filme de terror será interpretado por Jackie Earle Haley.
Assista a entrevista com elenco e diretor de “A Hora do Pesadelo” clicando no link abaixo:
Este assunto está sim um pouco saturado. Mas uma semana depois da estreia, não se pode deixar de falar de como foi o filme “Alice no país das maravilhas” nos cinemas do Brasil. Com salas abarrotadas de fãs cheios de expectativas, os cinemas lotaram as sessões com várias exibições por dia, inclusive nas madrugadas.
Como esperado, o mais novo trabalho do diretor Tim Burton chama atenção pelo cuidado com a produção, os detalhes visuais, os efeitos especiais e o aspecto macabro, ou bizarro, como caracterizou a atriz Mia Wasikowska, que interpreta Alice. A proposta de Burton foi dar continuidade à história original de Lewis Carroll. Alice está de volta ao país das maravilhas, fugindo de uma proposta de casamento à qual não se sente inclinada a aceitar. Nesse retorno, Alice reencontra o chapeleiro maluco, personagem de Johnny Depp, a rainha branca, vivida por Anne Hathaway, e a rainha vermelha, interpretada por Helena Bonham Carter, além de todos os seres de Wonderland que esperavam por sua volta.
“Eu não lembrava da história original. Então, não comparei com a de Tim Burton. Achei demais, mas o 3D não fez tanta diferença”, declarou Paula Barra, de Chá de Calcinha. Fato! A história de Buton é nova, mas conversa com a de Carroll. No entanto, os fãs que foram aos cinemas esperando ver mais do diretor na tela se frustaram um pouco. A nova versão não representa em nada o poder criativo de Tim. Vale até dizer que se não fosse o elenco de peso, a produção seria um fiasco.
Assistir ao filme em 3D ou da forma tradicional não faria tanta diferença, e essa foi a principal reclamação: “Gostei muito do filme por ter visto os personagens na tela. Mas a história é fraca e o 3D mal feito”, disse Mayara Maluceli, de Club da Gula.
Para Gabriela Montesano, de Gente como A gente, o problema é que se criou tanta espectativa a respeito do filme desde que ele foi anunciado que, quando os espectadores chegaram aos cinemas, foi difícil superar tudo o que se esperava dele. Alguns dos entrevistados para essa materia chegaram a dizer que, segundo funcionarios das bilheterias, a frequencia nas sessões de Alice caiu ainda nessa primeira semana.
É certo dizer que “Alice no País das Maravilhas” não é tudo o que se podia esperar de Tim Burton. Mas, ainda assim, ir até o cinema gastar 108 minutos não é um programa perdido.
É, mas também não é. Estreou hoje no Centro Cultural São Paulo, Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso e Cine Olido uma mostra de animação promovida pela Secretaria Municipal da Cultura da cidade de São Paulo.
Com filmes de diversas nacionalidades, como Reino Unido, Japão, Coréia do Sul, Brasil, Irlanda, Bélgica, entre outros, a mostra traz animações para o público infantil e outras para os adultos. Daí o nome do evento: “Criança entra X Criança não entra”.
Dentre os filmes para as crianças está ‘Kiriku e a Feiticeira” (2001), do cineasta francês Michel Ocelot, que conta a história de um menino que nasceu para lutar contra o mal e livrar seu povo do domínio de uma feiticeira e seus aliados.
Já as animações adultas conta com a produção “The district” (2004), do húngaro Áron Gauder, filme que recebeu boas críticas por causa da técnica usada por Áron. Ele fez todos os desenhos à mão, baseando-se em fotos de atores reais.
A mostra “Criança entra X Criança não entra” acontece de 23 de abril a 02 de maio.
“Uma noite fora de série” é uma das comédias que estão nas telinhas esta semana. O grande chamativo deste filme são os atores: Steve Carell e Tina Fey. Eles são uns dos melhores comediantes da atualidade. E fazem questão de mostrar que são mestres da arte de fazer rir, salvando um filme que não possui roteiro tão original.
Steve Carell, atua na série The Office ( uma sátira sobre o cotidiano do trabalho no escritório) exibida pela FX, mas talvez vocês se lembrem dele pela atuação filme “O virgem de 40 anos” pelo qual ganhou o MTV Movie Awards. O ator ainda pode ser lembrado pela participação em outras comédias como Todo Poderoso, Pequena Miss Sunshine e Agente 86.
Quer saber mais sobre a série The Office? Entre no link:
Tina Fey, também não fica para trás, atua na série 30Rock exibida pelo canal Sony, que é baseada em suas experiências no programa Saturday Night Live. Fey não só escreve o roteiro como produz e atua na série. No cinema, talvez você se lembrem dela no filme Meninas Malvadas.
E é essa dupla que vive um casal pacato de Nova Jersey, os Fosters, entendiados pela rotina do casamento. Apesar de nunca terem trabalhado juntos apresentam uma química tão grande que parecem realmente marido e mulher.
Eles decidem sair para jantar em um dos restaurantes mais caros de Manhatan. Não haviam feito reserva e por isso, num ato de inocência e atrevimento pegaram a reserva de outro casal, os Triplehorn. O que eles não estavam esperando é que isso iria mudar completamente a noite deles.
A diretor do filme é Shawn Levy, já acostumado a fazer comédias. Alguns exemplos são: “Uma noite no Museu”; “A Pantera cor de rosa”; “Doze é demais”. Porém, o roteiro (Josh Klausner) confunde um pouco com cenas de ação e humor, e parece não se decidir quanto ao tom do filme. O lado cômico e dramático andam de mãos dadas sem decidir qual rumo seguir.
É claro que mesmo não sendo um dos melhores filmes do momento, Uma noite fora de série, cumpre o seu papel. Promete boas risadas e é isso que você consegue. As pessoas que buscam filmes de comédia não se importam muito com filmes de conteúdos densos, mas sim se divertir. E nisso o filme se garante. Graças a Carell e Fey, o tema meio batido de casais entediados que vivem uma aventura e descobrem que não podem viver um sem o outro, acaba se tornando diferente e envolvente. Para quem quer rir bastante e esfriar a cabeça com uma comédia essa é uma ótima pedida.
Vale lembrar que o filme conta com um ótimo elenco de apoio como James Franco, Mark Ruffalo, Mila Kunis, Mark Wahlberg, J.B.Smoove e Willian Fichtner.
Quer saber o que os dois comediantes principais acharam de fazer o filme juntos? Dê uma olhadinha abaixo e assista o making of do filme:
Chico Xavier dirigido por Daniel Filho é baseado no livro “As Muitas Vidas de Chico Xavier”, do jornalista Marcel Souto Maior. O longa estreou no dia em que o médium completaria 100 anos de vida.
A narrativa se estrutura a partir de uma entrevista concedida por Chico Xavier no dia 28 de julho de 1971, ao programa Pinga Fogo da extinta TV Tupi. Geralmente o programa durava cerca de 60 minutos, mas Chico foi sabatinado pelos entrevistadores por mais de 3 horas. Com esse eixo fixado, o filme se constrói de flashbacks que buscam retratar a vida do médium.
Paralelamente ainda se desenrola uma trama pelos atores Tony Ramos (Orlando), e sua mulher Cristiane Torloni (Glória), que perderam um filho recentemente e não encontram conforto para a dor do luto.
A dura infância de Chico em Pedro Leopoldo (MG) é vivida pelo pequeno Matheus Souza. O garoto sofre cedo com a perda da mãe, e é maltratado pela madrinha. Desde pequeno é exposto ao julgamento das pessoas. Ele dizia ver e ouvir espíritos que ninguém mais via ou ouvia. Com a juventude, no corpo do ator Ângelo Antônio, ele descobre mais respeito do espiritismo, de sua mediunidade, e do dom da psicografia. Entretanto a religião espírita é mostrada no filme com um ar de misticismo, que em muitas vezes não se adequa à realidade.
Quem representa Chico mais velho é o ator Nelson Xavier. Nelson é ateu, mas afirma que interpretar o protagonista influenciou muito em sua vida. Para saber mais como o ator Nelson Xavier se sentiu ao viver o médium Chico Xavier, dê uma olhada no site: http://cinema.cineclick.uol.com.br/noticia/carregar/titulo/chico-xavier-provocou-uma-revolucao-em-mim-afirma-nelson-xavier/id/25925
Apesar de tratar alguns aspectos de maneira superficial, como as condições precárias da sua infância e as dificuldades que teve ao longo da vida, Daniel Filho relata passagens importantes da vida de Chico. Uma delas foi o fato de sempre estar sujeito ao julgamento da sociedade. Seria ele um médium ou um falsário?
As dúvidas rondavam o trabalho de Chico. Mas cabe afirmar que poucas pessoas são capazes de abdicar tanto para ajudar ao próximo como ele fez. E, esse é o objetivo do longa. O filme Chico Xavier não se trata de uma questão de religião, mas de um exemplo de solidariedade.
O filme teve enorme bilheteria nos primeiros três dias de exibição: a maior do nacional desde 1995, com 590 mil pessoas.
Acima estão Chico Xavier e seu guia espiritual Emmanuel durante cena do filme. O diretor Daniel Filho escolheu materializar o espírito que só Chico via e ouvia. Várias passagens engraçadas no filme se devem aos dialógos entre os dois.
Um fato interessante a respeito da morte do médium, também registrado no fim filme, é que ele afirmava que partiria em um dia em que o povo brasileiro estivesse muito feliz. Ele faleceu no dia 30 de junho de 2002, poucas horas depois do Brasil conquistar o penta-campeonato na Copa do Mundo.
Aqui no Brasil, Guerra ao Terror poderia muito bem passar despercebido numa loja ou locadora. Isso porque a produtora Imagem Filmes o lançou direto em DVD em abril de 2009. Só que o filme começou a ganhar notoriedade, e junto com isso, a possibilidade de ser indicado em várias categorias ao Oscar desse ano, sendo um forte concorrente do queridinho Avatar. Perceberam então o potencial do filme e dez meses depois de ser lançado em DVD, chegou as telas das salas de cinema do Brasil.
O filme nasceu de uma série de reportagens escritas pelo jornalista Mark Boal, e é dirigido pela Kathryn Bigelow (Caçadores de emoção, O Peso da Água), ex mulher de James Cameron (diretor de Avatar) custando a bagatela de US$ 11 milhões. O mais interessante é que se comparado a outros filmes de guerra, esse é guerra pura, a guerra como ela é, sem aquele drama carregado e soldados transformados em heróis. Ele já está sendo considerado o primeiro filme a mostrar realmente o que acontece aos jovens soldados americanos, e o que eles passam durante esse tempo em combate. E melhor ainda, é um filme de guerra dirigido por uma mulher.
O filme se passa no Iraque, mas os soldados não atuam no campo de batalha, como se poderia pensar. A missão deles é desarmar bombas, um dos trabalhos mais difíceis e arriscados. 38 dias faltam para terminarem a missão, 38 dias os separam de casa. Depois de uma missão que deu errado, o sargento Thompson (Guy Pierce) é morto. Quem chega para substituí-lo é William James (Jeremy Renner), que tem um jeito bem peculiar de trabalhar, fazendo com que o sargento Sanborn (Anthony Mackie) e o soldado Eldridge (Brian Geraghty) se acostumem com seu jeitão arriscado de ser, apesar de ser um bom profissional.
Quase documental, Guerra ao Terror é basicamente desarmar bombas na primeira hora de filme, então chega a ser um pouco cansativo, lento demais até. A segunda hora conta com cenas mais fortes e mais violentas, a câmera assume os pontos de vista de James, como se fossem seus olhos. Nossos olhos, afinal. Qual é a nossa visão sobre a guerra? Bigelow quer nos mostrar que a guerra já perdeu seu sentido, porém está longe de acabar. Os soldados não estão mais preocupados em ser heróicos, eles vão para as missões porque não se sentem melhor fazendo outra coisa, já estão viciados na guerra. O sargento James personifica a frase de início de filme, do jornalista americano Chris Hegdes, correspondente de guerra: “War is a drug” (A guerra é uma droga).
Filme de guerra, dirigido por uma mulher, bom roteiro, boa montagem, baixo custo… longe de ser uma briga de marido e mulher, Guerra ao Terror desbancou Avatar levando 6 dos 9 Oscars a qual fora indicado: roteiro original, montagem, som, edição de som, melhor direção (Bigelow foi a quarta mulher a concorrer ao Oscar de direção, sendo a primeira a ganhar) e claro, melhor filme. Prova de que o cinema independente ainda pode desbancar mega produções.
Com atores vindo do cinema independente, repare também na participação do já conhecido e consagrado Ralph Fiennes (Harry Potter, O Jardineiro Fiel, O leitor).
Há algum tempo atrás, Gabourey Sibide, era apenas uma estudante de psicologia, nascida no Brooklyn e criada no Harlem. Foi incentivada por sua mãe e um amigo a fazer o teste para a protagonista do filme Preciosa – uma história de esperança. Até então, não havia participado de nada além que algumas peças na escola. Sibide concorreu com mais 500 garotas pelo papel principal do filme e acabou sendo escolhida dois dias depois de realizar o primeiro teste.
Em entrevista cedida ao site G1, ela conta que o diretor Lee Daniels perguntou como ficariam as aulas na faculdade caso ela fizesse o filme. Sem pensar muito Sibide respondeu: “Não é todo dia que alguém recebe uma oferta para participar de um filme, algo tem que ser sacrificado.” Muito provável que ela tenha conquistado o diretor e acabou sendo escolhida para o papel.
A novata surpreendeu e merece destaque. Logo em seu primeiro trabalho no cinema chegou a concorrer pelo Oscar, na categoria de melhor atriz com as veteranas Meryl Streep e Helen Mirren.
O filme é baseado no livro Push (1996), de Sapphire e traz temas como racismo, abuso sexual, incesto, pobreza, violência doméstica e AIDS para as telas. O resultado positivo é mérito do diretor Lee Daniels, que conseguiu trabalhar bem todos esses aspectos sem torná-los clichê e nem exagerar na dose.
Claireece Preciosa Jones é uma adolescente de 16 anos, negra, obesa, analfabeta, pobre, mal-tratada pela mãe e vítima de estrupos pelo seu pai. Grávida de seu segundo filho, a diretora de sua escola a força a mudar para uma escola “alternativa”, onde acaba conhecendo a professora Blu Rain, interpretada por Paula Patton, que a ajudará a aprender a ler e exteriorizar as suas emoções.
Com tantos problemas, Preciosa encontra refúgio em seus devaneios: ela se imagina uma estrela, passeando por festas, fazendo sessões fotográficas e com um namorado lindo. E é para esse mundo que ela foge quando que sair da sua realidade.
O filme Preciosa, contou com um ótimo elenco. Vale ressaltar, a participação de Mariah Carey sem nenhum glamour, na pela da assistente social e o enfermeiro, interpretado por Lenny Kravitz, que quase passam despercebidos no decorrer do filme, tamanho envolvimento na trama.
Mesmo lidando com temas tão pesados, o filme se trata de algo maior: a esperança. Preciosa, com o apoio da professora Rain, de suas novas amigas da escola “alternativa”, começa a ganhar auto-estima e coragem para encarar seus problemas de frente.
O filme recebeu atenção especial da apresentadora de TV, Oprah Winfrey, que ajudou na divulgação e acabou entrando na ficha técnica como produtora executiva.
Preciosa já acumula tem 44 prêmios e 58 indicações pelo mundo. A atuação de Mo’Nique, que interpreta a mãe de preciosa, recebeu grandes elogios e ganhou como Melhor Atriz Coadjuvante nas seguintes premiações: 82º Academy Awards, Oscar, 67º Globos de Ouro e 16º Screen Actors Guild Awards.
O filme também foi premiado como Melhor Roteiro Adaptado pelo Oscar e pela 82º Academy Awards.
No Spirits Award, premiação voltada para cinema independente, ainda ganhou como melhor filme, diretor e roteiro original, melhor atriz (Gabourey Sibide) e melhor atriz coadjuvante (Mo’Nique).
Preciosa, além de ótimo elenco, tem um enredo envolvente que é capaz de emocionar o telespectador. Eu recomendo.