Arquivo para a categoria 'Ação'

02
set
10

Will Smith encolheu?

Por Betânia Soares

Um dia, Will Smith estava à mesa com sua mulher, Jada Pinkett, e se perguntaram: “o que a gente pode fazer pra alanvancar nosso filhão direto pro sucesso? Já sei! Vamos fazer um filme com ele!!!” E aí estreou “Karate kid”, estrelado por Jaden Smith. Falando assim, dá a impressão que nem o filme nem o garoto são grande coisa. Mas isso não é verdade.

Jaden, que já esteve em cena com o pai em “À Procura da Felicidade” (The Pursuit of Happyness,2006), e participou do elenco de “O dia em que a Terra parou” (The Day the Earth Stood Still, 2008), se revelou nesse novo trabalho. Cheio de expressão, o garoto interpretou bem o papel de Dre Parker, e ainda mostrou um lado irônico e sarcástico claramente herdado do paizão, produtor do filme. Até o jeito de andar de Jaden lembra Will Smith. A forma como se emociona, como tira sarro de seus oponentes, ainda que esteja com medo deles. Contudo, o pequeno Smith mostrou que não é simplesmente uma cópia do pai. Ele é intenso e expressivo, pareceu a vontade em cena além de brigar muito bem.

Como em todas as outras versões de Karate Kid, esta quinta conta a história de um jovem que se vê diante de uma mudança muito importante em sua vida, e com essa mudança, precisa tomar grandes decisões que formarão seu carater. A diferença é que, nesse filme, o aprendiz é um pouco mais jovem do que os outros foram e tem problemas mais infantis, porém não menos importantes. A mãe de Dre, interpretada por Taraji Penda Henson, foi transferida de Detroid para a China. E Dre, mesmo contrariado, foi com ela. Na China, o garoto sofre bulling por causa de sua amizade com Mei Ying. É nesse momento que surge na vida de Dre alguém que irá ensiná-lo a se defender, e a fazer isso com honra. Entra em cena Jackie Chan interpretando o mestre de Kong Fu, sr. Han.

Jackie Chan sempre interpretou papéis bonzinhos, caras calmos, bons de briga e hábeis, mas honrados. Nesse filme, ele ainda é bom de briga e ainda tem carater. Porém, é a primeira vez que um personagem seu traz consigo uma carga emocional extremamente forte e pesada, dando intensidade ao personagem. Ele é um homem triste e mal humorado. E Jackie deu cara nova não só aos personagens que faz. O mestre interpretado por ele também está diferente. Ele conta que o diretor Harald Zwart o orientou a não tentar copiar o senhor Miyagi, mestre dos antigos filmes: “Jackie, seja apenas você mesmo. Lembre-se, você não é o Miyagi. Você está fazendo algo completamente novo”, contou Jackie Chan em entrevista à revista Veja.

Cheio de alusões aos antigos filmes, a produção é nostálgica para os fans de Karate Kid. São 140 minutos de ótimas lutas, cenas emocionantes e paisagens incríveis, como a Grande Muralha da China. O make in off do filme também vale muito a pena, com fotos das gravações, Jaden Smith em seus treinamentos e em cena e Will Smith com o filho.

Veja o trailer de Karate Kid:

A música tema de Karate Kid (2010) é de Justin Bieber. Ele e Jaden Smith fizeram um clip juntos e você pode ver aqui

Saiba Mais:

A saga The Karate kid começou em 1984 com Daniel La Russo, ou Daniel San, de Ralph Macchio, e o senhor Miyagi, oumestre Miyagi, de Pat Morita. Eles permaneceram juntos e 1984, 1986 e 1989.

Depois disso, em 1994, uma garota tomou o papel de aprendiz do mr. Miyagi. Ela era Hilary Swank.

31
mai
10

Thriller político de Polanski

Por Camila Bichuetti

Polanski ganhou o Urso de Prata de melhor direção pelo filme “O Escritor Fantasma”, porém quem recebeu o prêmio foram os produtores Robert Benmussa e Alain Sarde. Roman Polanski está em prisão domiciliar em Zurique, na Suíça, devido a algumas acusações de estupro pendentes nos Estados Unidos. Mesmo sem a presença do diretor, a equipe compareceu em peso ao 60º Festival de Berlim. Estavam presentes os atores Olivia Williams, Pierce Brosnan e Ewan McGregor, o escritor inglês Robert Harris, Alexander Desplat (autor da trilha sonora) e os produtores já citados anteriormente.

 Um pouco do filme:

Ewan McGregor encarna o “escritor fantasma” de um ex-primeiro ministro britânico, Adam Lang, vivido por Pierce Brosnan, semi-exilado em uma ilha nos Estados Unidos. Lang é acusado de querer participar da guerra ao terror dos americanos. O personagem de McGregor assume a posição de um outro escritor, morto misteriosamente enquanto finalizava apurações sobre a vida do biografado.

Como sabemos Polanski é um homem que gosta de contar histórias. Em 2007, depois do cineasta e de Harris interromperem os planos para a adaptação de “Pompéia”, o escritor sugeriu um novo projeto. Roman aceitou a proposta de braços abertos. Era como se tivesse encontrado o seu novo “Chinatown”. Começava então o projeto de “O escritor fantasma”.

 O filme começou a ser gravado no início de 2009, de fevereiro a maio, e o diretor foi preso em Zurique em setembro. Ainda assim, ele não interrompeu seu projeto. Continuou trabalhando à distância através de relatórios de pós-produção e DVDs.

O diretor, assim como Hitchcock, faz questão de abusar da ironia, sendo esta um toque essencial para o desfecho do filme. Ainda o comparando a Hitchcock, ele leva o personagem principal por um caminho onde todo o ambiente e clima é fundamental para o desenrolar da narrativa.

 Coincidentemente, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, esteve recentemente envolvido em um inquérito sobre a guerra ao terror dos americanos. Mas o escritor Harris, havia escrito tudo muito antes disso acontecer. “Parece que tudo conspirou a nosso favor”, ele comenta. “É quase como se tivessemos previsto o que está acontecendo na Inglaterra.”

Assista ao trailer do filme:

17
mai
10

Mito inglês de volta às telas

Por Camila Bichuetti

‘Robin Hood’ estreou no Brasil na última sexta-feira (14/05). Mas não corra ao cinema esperando ver um retrato fiel do mito inglês porque, na verdade, o longa, traça a caminhada de Robin antes dele se tornar a lenda conhecida por “roubar dos ricos para dar aos pobres”.

Dirigido por dirigido por Ridley Scott, Hood é um daqueles personagens populares e querido por diretores de cinema. Vários atores já estiveram na pele do personagem, mas quem entra em cena para dar vida ao herói de arco e flecha dessa vez é ninguém menos que Russell Crowe (Gladiador).

Quer se lembrar de alguns atores que já passaram por esse papel? Dê uma clicada no link abaixo:

http://cinema.terra.com.br/galerias/0,,OI122922-EI1176,00.html

Logo no primeiro fim de semana de lançamento, ‘Robin Hood’ conseguiu altos números na bilheteria mundial. Mesmo, não tendo agradado a crítica, o filme tem boas atuações como a atriz Cate Blanchett, no papel de Lady Marion.

E apesar dos comentários negativos, para quem gosta de filmes sobre história, este é uma ótima pedida para o entretenimento do fim de semana. Estrelado por bons atores, ‘Robin Hood’ é capaz de manter a atenção do telespectador e deixar um gostinho na boca de pessoas que gostam de filme desse estilo.

Um trailer que dispensa legendas. Assista:

30
abr
10

Alice frustra fãs de Tim Burton

Por Betânia Soares

 

Este assunto está sim um pouco saturado. Mas uma semana depois da estreia, não se pode deixar de falar de como foi o filme “Alice no país das maravilhas” nos cinemas do Brasil. Com salas abarrotadas de fãs cheios de expectativas, os cinemas lotaram as sessões com várias exibições por dia, inclusive nas madrugadas.

Como esperado, o mais novo trabalho do diretor Tim Burton chama atenção pelo cuidado com a produção, os detalhes visuais, os efeitos especiais e o aspecto macabro, ou bizarro, como caracterizou a atriz Mia Wasikowska, que interpreta Alice. A proposta de Burton foi dar continuidade à história original de Lewis Carroll. Alice está de volta ao país das maravilhas, fugindo de uma proposta de casamento à qual não se sente inclinada a aceitar. Nesse retorno, Alice reencontra o chapeleiro maluco, personagem de Johnny Depp, a rainha branca, vivida por Anne Hathaway, e a rainha vermelha, interpretada por Helena Bonham Carter, além de todos os seres de Wonderland que esperavam por sua volta.

“Eu não lembrava da história original. Então, não comparei com a de Tim Burton. Achei demais, mas o 3D não fez tanta diferença”, declarou Paula Barra, de Chá de Calcinha. Fato! A história de Buton é nova, mas conversa com a de Carroll. No entanto, os fãs que foram aos cinemas esperando ver mais do diretor na tela se frustaram um pouco. A nova versão não representa em nada o poder criativo de Tim. Vale até dizer que se não fosse o elenco de peso, a produção seria um fiasco.

Assistir ao filme em 3D ou da forma tradicional não faria tanta diferença, e essa foi a principal reclamação: “Gostei muito do filme por ter visto os personagens na tela. Mas a história é fraca e o 3D mal feito”, disse Mayara Maluceli, de Club da Gula.  

Para Gabriela Montesano, de Gente como A gente, o problema é que se criou tanta espectativa a respeito do filme desde que ele foi anunciado que, quando os espectadores chegaram aos cinemas, foi difícil superar tudo o que se esperava dele. Alguns dos entrevistados para essa materia chegaram a dizer que, segundo funcionarios das bilheterias, a frequencia nas sessões de Alice caiu ainda nessa primeira semana.

É certo dizer que “Alice no País das Maravilhas” não é tudo o que se podia esperar de Tim Burton. Mas, ainda assim, ir até o cinema gastar 108 minutos não é um programa perdido.

Leia mais sobre Lewis Carroll.

 

19
abr
10

Tina Fey e Steve Carell estrelam juntos em comédia

Por Camila Bichuetti

 

“Uma noite fora de série” é uma das comédias que estão nas telinhas esta semana. O grande chamativo deste filme são os atores: Steve Carell e Tina Fey. Eles são uns dos melhores comediantes da atualidade. E fazem questão de mostrar que são mestres da arte de fazer rir, salvando um filme que não possui roteiro tão original.

Steve Carell, atua na série The Office ( uma sátira sobre o cotidiano do trabalho no escritório) exibida pela FX, mas talvez vocês se lembrem dele pela atuação filme “O virgem de 40 anos” pelo qual ganhou o MTV Movie Awards. O ator ainda pode ser lembrado pela participação em outras comédias como Todo Poderoso, Pequena Miss Sunshine e Agente 86.

Quer saber mais sobre a série The Office? Entre no link:

http://www.fxbrasil.com.br/br/series/the-office

 

Tina Fey, também não fica para trás, atua na série 30Rock exibida pelo canal Sony, que é baseada em suas experiências no programa Saturday Night Live. Fey não só escreve o roteiro como produz e atua na série. No cinema, talvez você se lembrem dela no filme Meninas Malvadas. 

Se interessou por 30Rock?

Entre: http://br.canalsony.com/shows/30-rock

E é essa dupla que vive um casal pacato de Nova Jersey, os Fosters, entendiados pela rotina do casamento. Apesar de nunca terem trabalhado juntos apresentam uma química tão grande que parecem realmente marido e mulher.

Eles decidem sair para jantar em um dos restaurantes mais caros de Manhatan. Não haviam feito reserva e por isso, num ato de inocência e atrevimento pegaram a reserva de outro casal, os Triplehorn. O que eles não estavam esperando é que isso iria mudar completamente a noite deles.

A diretor do filme é Shawn Levy, já acostumado a fazer comédias. Alguns exemplos são: “Uma noite no Museu”; “A Pantera cor de rosa”; “Doze é demais”. Porém, o roteiro (Josh Klausner) confunde um pouco com cenas de ação e humor, e parece não se decidir quanto ao tom do filme. O lado cômico e dramático andam de mãos dadas sem decidir qual rumo seguir.

 É claro que mesmo não sendo um dos melhores filmes do momento, Uma noite fora de série, cumpre o seu papel. Promete boas risadas e é isso que você consegue. As pessoas que buscam filmes de comédia não se importam muito com filmes de conteúdos densos, mas sim se divertir. E nisso o filme se garante. Graças a Carell e Fey, o tema meio batido de casais entediados que vivem uma aventura e descobrem que não podem viver um sem o outro, acaba se tornando diferente e envolvente. Para quem quer rir bastante e esfriar a cabeça com uma comédia essa é uma ótima pedida.

Vale lembrar que o filme conta com um ótimo elenco de apoio como James Franco, Mark Ruffalo, Mila Kunis, Mark Wahlberg, J.B.Smoove e Willian Fichtner.

Quer saber o que os dois comediantes principais acharam de fazer o filme juntos? Dê uma olhadinha abaixo e assista o making of do filme:

http://cinema.uol.com.br/ultnot/2010/04/06/falamos-exatamente-a-mesma-lingua-diz-tina-fey-sobre-steve-carrell.jhtm

Assita o trailer da comédia:

16
abr
10

Sucesso nos Quadrinhos. Nem tão bons assim no cinema

Por Betânia Soares

Demolidor

Personagem da Marvel, o Demolidor (Daredevil) foi criado por Stan Lee, assim como o Homem Aranha e o Homem de Ferro. Foi publicado pela primeira vez em 1964.

Matthew Michael Murdock, ou “Matt”, era um aluno brilhante e um grande atleta, característica esta que ele escondia do pai, um boxeador decadente que só queria vê-lo dedicado aos estudos. Quando adolescente, Matt sofreu um acidente com um caminhão de lixo tóxico. O jovem ficou cego, no entanto, seus outros sentidos foram aguçados, fazendo dele um exímio lutador. O nome “Demolidor” foi uma homenagem ao pai morto por não querer entregar uma luta de boxe.

O super-herói de vida dupla é um advogado durante o dia e sai pelas noites com seu uniforme combatendo o crime em um bairro de Nova Iorque. Ele é um herói solitário, mas é assessor jurídico de heróis como o Quarteto Fantástico. Seu melhor amigo é o Homem Aranha, para quem revelou sua identidade secreta e guardou o mesmo segredo do aracnídeo.

 

 

O filme sobre ele é do diretor Mark Steven Johnson e chegou aos cinemas em 2003. Nele, Ben Affleck é o Demolidor. O romance entre ele e Elektra aparece na produção, e a personagem, interpretada por Jennifer Garner, ganha grande destaque. Tanto que uns anos depois um filme seria lançado levando o nome dela, dando continuidade à sua história no filme do Demolidor, onde é seriamente ferida. Demolidor: o homem sem medo, atraiu muitos fãs ao cinema, afinal, um herói de Marvel tem sempre seguidores esperando por novidades. Mas, se comparado com a produção de Homem Aranha, o filme deixa a desejar.

 

 

 

Elektra

Elektra foi criada por Frank Miller para a revista Daredevil, aparecendo pela primeira vez em 1981. Frank, em parcerias mais recentes com diretores como Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, também levou aos cinemas Sin City, de 2005, e 300, de 2007.

 Elektra é inspirada no mito grego que leva o mesmo nome. Assim como na mitologia, ela é movida pela dor e revolta por causa da perda do pai e se torna uma cruel assassina. Sua roupa é vermelha e sua arma é a Sai, uma espécie de adaga ninja. A força da personagem está em sua fúria e na extrema habilidade com a luta.

No cinema, o filme Elektra, dirigido por Bob Bowman, saiu em 2005, de novo com Jennifer Garner dando vida à sanguinária. Apesar da força e do sucesso que os quadrinhos de Elektra fizeram, a versão liveaction não agradou tanto assim. O filme mudou um pouco a história original e Elektra não é expressiva quanto poderia ser. Na produção, existe um grande conflito entre o lado mau da vilã, mandada para matar uma garotinha de 13 anos e seu pai, e o lado bom, aquecido pelo mistério de sua ressurreição.

 

O filme dá sequencia à história inacabada da personagem em Demolidor: o homem sem medo, com Bem Affleck no papel do super-herói cego com quem forma par romântico. Elektra, a charmosa vilã da Marvel, passa a buscar redenção depois de sua morte nas mãos do Mercenário e sua mística volta à vida.

 

12
abr
10

Diretor de “Avatar” no Brasil

Por Camila Bichuetti

James Cameron veio ao Brasil para o lançamento do DVD e Blu-Ray de Avatar, que começa a ser vendido em 22 de abril.  O filme estorou nas bilheterias dos cinemas e arrecadou mais de US$ 2,7 bilhões. O Brasil é o único país que Cameron visitará para o lançamento do DVD, além dos EUA.
Em novembro saíra uma nova vesão no DVD e Blu-Ray que contará com extras – bastidores e 35 minutos de filme que foram cortados na edição final. O box pode contar também com imagens da viagem do diretor a Manaus para participar de um fórum sobre sustentabilidade.

Cameron, acompanhado da atriz Sigourney Weaver, plantou uma muda de árvore no Parque do Ibirapuera, São Paulo, neste domingo (11/04). Essa iniciativa faz parte de uma campanha de replantio de árvores, da Fox Home Entertainment e a Earth Day Network. Outras 200 mil mudas ainda serão plantadas no Brasil.

Em entrevista a atriz Sigourney Weaver afirmou que o filme “Avatar é um exemplo de que podemos levar a mensagem de que estamos destruindo a natureza sem ao menos conhecê-la”. O diretor concorda com a atriz. “Não sei até onde pode conscientizar, mas o filme pode pôr o assunto em debate. Um filme tem de atrair público, entreter e provocar reflexão.
O cineasta explicou que estava muito curioso sobre a reação do público brasileiro em relação ao longa. “Vemos que o país de vocês pode liderar o caminho de uma nova era”, discursou.

Agora com a onda do 3D, Cameron avisa que é preciso cuidado ao utilizar essa tecnologia. Esse processo de filmes já feitos ganhando versões em 3D, exigem certos cuidados, não é suficiente para um bom resultado apenas fazer uma conversão de 2D para 3D.
O produtor do filme, Jon Landau, ainda completa o diretor: “O 3D é um processo criativo, e não tecnológico. Fazer a conversão é como transformar o filme preto e branco em colorido”.
Apesar de ter sido o filme mais pirateado dos últimos temos, tem a maior bilheteria da história. Isso mostra que as pessoas tem ido ao cinema em busca de qualidade de imagem e de som. Por isso, o diretor acredita que “Avatar” vai incentivar a venda de aparelhos que tocam de Blu-ray. Só no Brasil já foram encomendadas 35 mil cópias na pré-venda.
O diretor norte-americano acredita que a tecnologia está no topo da evolução com filme “Avatar”. “Chegamos a um ponto que o nosso único limite é a imaginação”, ele comenta.
Quanto aos boatos de gravar cenas de “Avatar 2″ na Amazônia, Cameron revela: “Esses rumores não podiam ser verdadeiros, pois em “Avatar” os cenários são 100% digitais. Mas, depois de conhecer a floresta amazônica, diria que são grandes as possibilidades de fazermos captações de imagens, inclusive áreas, para o próximo filme”, explicou. O diretor não cogita entrar com uma equipe de filmagem na floresta, pois isso pode causar danos à mata.

Quer saber mais sobre a visita do diretor ao Brasil? Dê uma olhada nos links:

http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1566681-9356,00-CAMERON+CRITICA+BELO+MONTE+E+DIZ+QUE+PROBLEMA+NAO+E+SO+DO+BRASIL.html

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,marina-diz-a-james-cameron-que-ele-captou-a-essencia-da-vida-na-floresta,536983,0.htm

09
abr
10

Heróis que sangram

Por Betânia Soares

Alguns dos heróis dos quadrinhos não são imortais nem possuem poderes sobre-humanos. Existem aqueles que, como qualquer pessoa comum, sentem dor quando apanham, sangram, choram por amor ou por seus melhores amigos. O que os tornam ”super” pode ser uma alteração em seus corpos, muito dinheiro para gastar ou engajamento no combate ao crime. Em uma série de materias especiais, vamos falar de personagens das Histórias em Quadrinhos que foram parar nas telas do cinema. E, para começar, três dos personagens que passaram de meros mortais para super-heróis.

 

Homem Aranha

Peter Parker é um jovem comum, universitário com excelentes notas e uma vida social nada significativa. Sua vida muda quando o jovem é picado por uma aranha. A primeira publicação do personagem foi na década de 1960, criado por Stan Lee em parceria com Steve Ditko. E no Brasil, era publicado pela editora Abril. Stan é autor de vários outros personagens como X-Men, Quarteto Fantástico, Incrível Hulk e o Homem de Ferro.

Em 2002, a Marvel Millenium, responsável por transformar quadrinhos em filmes, lançou a primeira produção do aracnídeo, dirigido por Sam Raimi. O mesmo diretor cuidou do segundo filme do Aranha, lançado em 2004, e do terceiro, que saiu em 2007. Durante toda a saga, o Homem Aranha foi interpretado por Tobey Maquire. Mas tanto o ator quanto o diretor não estarão em Homem Aranha 4.  Marc Webb, diretor de 500 dias com ela assume o próximo longa previsto para estar nos cinemas em 2012. Enquanto que o papel do herói ainda está sem ator definido. Entre os cogitados estão Zac Efron, Daniel Radcliffe, Robert Patinson, entre outros.

Apesar das mudanças genéticas pelas quais passa e que o tornam um herói, Peter Parker não deixa de ser um ser humano com problemas familiares e amorosos, conflitos de personalidade e fragilidades físicas.

Uma curiosidade sobre os 3 filmes do Homem Aranha (Spider Man) é que em todos eles Stan Lee faz aparições rápidas.

Leia mais sobre o Homem Aranha em: 

http://www.sobresites.com/quadrinhos/personagens/homem-aranha.htm

 

Homem de Ferro

Personagem também criado por Stan Lee, em 1963, o Homem de Ferro esconde a identidade do milionário empresaria do setor bélico Tony Stark, um típico playboy americano inspirado em Howard Robard Hughes Jr. Tony sofreu um acidente que fez com que estilhaços de uma bomba que explodiu entrassem em seu corpo. Não podendo ser completamente retirados, ele cria um dispositivo implantado em seu peito que impede que essas partes da bomba atinjam órgãos vitais.

O primeiro filme sobre ele também foi feito pela Marvel, com direção de Jon Favreau. No papel de Tony Stark está Robert Downey Jr. O elenco também conta com Terence Howard, Gwyneth Paltrow e Jeff Bridges. Stan Lee também aparece nesse filme.

 

 

 

O segundo filme estará nos cinemas no dia 30 de Abril de 2010.

 

 

 

 

 Batman

 Diferente dos outros dois heróis, Batman não é da Marvel. Foi criado a partir de uma parceria entre Bob Kane e o escritor Bill Finger, pela DC Comics. Kane, um admirador da cultura vampira e de personagens como o conde Drácula, se inspirou nessa linha para criar Batman. Ele é Bruce Wayne, um bilionário empresário que, quando criança, viu seus pais serem mortos a tiros. Por causa do trauma, Bruce aprende todo tipo de luta física para combater crimes em Gotham City, aperfeiçoando corpo e mente, e sem usar armas de fogo. Seu uniforme baseia-se em morcegos, um temor de criança. O que queria é os bandidos tivessem esse mesmo medo.

O primeiro filme de Batman exibido no cinema data de 1943 (O Morcego), dirigido por Lambert Hillyer. Lewis Wilson era Batman e Douglas Croft, Robin. Em 1949, Spencer Gordon Bennet dirigiu Batman & Robin. Robert Lowery era o homem-morcego e Johnny Duncan, seu parceiro Robin. Outro filme foi feito em 1966, com direção de Leslie H. Martinson (Batman: The Movie), era estrelado por Adam West e Burt Ward era Robin. A nova saga é de 1989, dirigido por Tim Burton. Michael Keaton interpretava o herói mascarado, Jack Nicholson o coringa e Kim Basinger era Vicki Vale. Esta produção ganhou o Oscar de Melhor Direção de Arte. Burton também dirigiu Batman Retorns, 1992, produziu Batman Forever, 1995, cujo diretor era Joel Schumacher, que dirigiu o filme seguinte Batman and Robin, 1997.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As produções mais recentes são Batman Begins, 2005, e The Dark Knight, 2008, dirigidos por Christopher Nolan, onde Christian Bale vive o homem-morcego. O filme de 2008 recebeu ótimas críticas e redeu duas premiações: o Oscar póstumo de melhor ator coadjuvante para Heath Ledger, que roubou a cena interpretanto o Coringa, e o prêmio de Melhor Direção de Som.

O próximo filme de Batman ainda não tem nome comercial. Mas sabe-se que o vilão será o Charada. Seria o Coringa novamente, se Heath Ledger não tivesse morrido. O diretor não cogitou por outro ator em seu lugar porque, de tão brilhante que Ledger foi no papel, poderia arruinar a série.

30
mar
10

A guerra nua e crua, fora do front

Por Yumi Miyake

Guerra ao Terror ( The Hurt Locker)

Aqui no Brasil, Guerra ao Terror poderia muito bem passar despercebido numa loja ou locadora. Isso porque a produtora Imagem Filmes o lançou direto em DVD em abril de 2009. Só que o filme começou a ganhar notoriedade, e junto com isso, a possibilidade de ser indicado em várias categorias ao Oscar desse ano, sendo um forte concorrente do queridinho Avatar.  Perceberam então o potencial do filme e dez meses depois de ser lançado em DVD, chegou as telas das salas de cinema do Brasil.

O filme nasceu de uma série de reportagens escritas pelo jornalista Mark Boal, e é dirigido pela Kathryn Bigelow (Caçadores de emoção, O Peso da Água), ex mulher de James Cameron (diretor de Avatar) custando a bagatela de US$ 11 milhões. O mais interessante é que se comparado a outros filmes de guerra, esse é guerra pura, a guerra como ela é, sem aquele drama carregado e soldados transformados em heróis. Ele já está sendo considerado o primeiro filme a mostrar realmente o que acontece aos jovens soldados americanos, e o que eles passam durante esse tempo em combate. E melhor ainda, é um filme de guerra dirigido por uma mulher.

O filme se passa no Iraque, mas os soldados não atuam no campo de batalha, como se poderia pensar. A missão deles é desarmar bombas, um dos trabalhos mais difíceis e arriscados. 38 dias faltam para terminarem a missão, 38 dias os separam de casa. Depois de uma missão que deu errado, o sargento Thompson (Guy Pierce) é morto. Quem chega para substituí-lo é William James (Jeremy Renner), que tem um jeito bem peculiar de trabalhar, fazendo com que o sargento Sanborn (Anthony Mackie) e o soldado Eldridge (Brian Geraghty)  se acostumem com seu jeitão arriscado de ser, apesar de ser um bom profissional.

Quase documental, Guerra ao Terror é basicamente desarmar bombas na primeira hora de filme, então chega a ser um pouco cansativo, lento demais até. A segunda hora conta com cenas mais fortes e mais violentas, a câmera assume os pontos de vista de James, como se fossem seus olhos. Nossos olhos, afinal. Qual é a nossa visão sobre a guerra? Bigelow quer nos mostrar que a guerra já perdeu seu sentido, porém está longe de acabar. Os soldados não estão mais preocupados em ser heróicos, eles vão para as missões porque não se sentem melhor fazendo outra coisa, já estão viciados na guerra. O sargento James personifica a frase de início de filme, do jornalista americano Chris Hegdes, correspondente de guerra: “War is a drug” (A guerra é uma droga).

Filme de guerra, dirigido por uma mulher, bom roteiro, boa montagem, baixo custo… longe de ser uma briga de marido e mulher, Guerra ao Terror desbancou Avatar levando 6 dos 9 Oscars a qual fora indicado: roteiro original, montagem, som, edição de som, melhor direção (Bigelow foi a quarta mulher a concorrer ao Oscar de direção, sendo a primeira a ganhar) e claro, melhor filme. Prova de que o cinema independente ainda pode desbancar mega produções.

Com atores vindo do cinema independente, repare também na participação do já conhecido e consagrado Ralph Fiennes (Harry Potter, O Jardineiro Fiel, O leitor).

Trailer:

26
mar
10

Um mundo onde a fé é a última esperança

 

Por Betânia Soares

 

Nos últimos anos, o que não faltam são campanhas e propagandas que promovam a preservação do planeta, mostrem o descaso do homem para com o meio ambiente e mesmo nossa destruição total conseqüente da ação humana desmedida. No cinema não é diferente. Este assunto está em Um dia depois de Amanhã (The Day after Tomorrow, 2004), Eu sou a Lenda (I am legend, 2007), na animação Wall-E (2008), também no filme 2012 (2009) e no ganhador de três estatuetas no Oscar 2010, Avatar (2009).  Este último, por exemplo, atraiu com muito agrado os olhos da senadora do Partido Verde, Marina Silva, que até desejou conhecer o diretor do filme, James Cameron. Para ela, a produção é um grande exemplo de ativismo ambiental.

Nos filmes com esse roteiro o que se vê, geralmente, são grandes catástrofes que surpreendem de tão impressionantes que são os efeitos especiais, capazes de fazer o público sentir medo do que vê e provocar reflexões e discussões. As cidades mais famosas do mundo se empilham em ruínas na tela, países são devastados e a sociedade, praticamente extinta. O filme dos irmãos Albert e Allen Hughes, no entanto, abordando este mesmo tema, revela um olhar diferente sobre ele. Em O Livro de Eli (The book of Eli, 2010), as grandes revoltas da natureza contra a ação humana não estão na tela com efeitos de computador mirabolantes. Elas já aconteceram e o planeta como é conhecido hoje não existe mais.

 Denzel Washington é Eli, um dos poucos sobreviventes que conhecem o planeta pré e pós-apocalíptico. Nesse novo mundo, 30 anos depois da destruição, gerações nasceram e cresceram sem conhecer a Terra de antes, suas culturas, suas línguas, seus costumes e crenças. Agora, o planeta é terra de ninguém, onde forasteiros andam pelas estradas saqueando e matando pessoas para roubar água, um bem muito valioso, ou qualquer coisa boa para escambo. Sem lei, sem governo, sem regras. A não ser a da sobrevivência a qualquer custo. Eli, porém, leva consigo um livro capaz que trazer de volta civilidade a essa sociedade, e sua missão é transportá-lo até o oeste dos EUA arruinados, onde uma esperança de recomeço está nascendo. O livro em questâo é a Bíblia Sagrada, um dos mais fortes símbolos cristãos do nosso mundo.  O vilão Carnegie, interpretado por Gary Oldman, também acredita no poder transformador do livro. Para o personagem, ele é o segredo que deu poder e fortuna a Impérios, desencadeou guerras movidas pela fé e  manteve as sociedades sob controle. O ator, que fez Sirius Black na série Harry Potter e o Comissário Gordon nos últimos fimes de Batman (Batman Begins, 2005, e The Dark Knights, 2008), mostrou um talento grandioso para personagens malvados e disse para a revista Preview que se divertiu fazendo Carnegie, e que seu personagem e o de Denzel são “dois homens guiados por crenças e obsessões”. 

Outra boa interpretação foi a de Mila Kunis, a Solara, que faz a filha de Claudia, interpretada pela atriz Jennifer Beals, escravas de Carnegie. Ray Stevenson também está no elenco, como o braço direito do vilão, e deu à produção um toque de faroeste ao gosto de Allen Hughes. O diretor fez até um bar que remete a esse gênero na pequena vila organizada e governada por Carnegie.

O mundo devastado e em cinzas dos irmãos Hughes ficou fácil de imaginar com as gravações feitas no Novo México. A paisagem desértica, algumas poucas casas solitárias que resistiram à guerra nuclear, que destruiu a camada de ozônio e obriga os personagens a sempre usarem óculos quando estão expostos à luz do dia, e os personagens aos trapos e sujos foram filmadas na cor sépia, que também ajuda a reforçar a impressão de miséria.

A peregrinação de Eli e a saga do livro mostram que o foco do filme realmente não está sobre a destruição da Terra em si. Mas sim no que o livro representa: a fé. Esta movia a antiga civilização e a mantinha segura sob as crenças que garantiam o mínimo de ordem. É este mundo que Eli sonha ajudar a restaurar. O livro de Eli não chega a ser uma trama muito rebuscada, mas consegue prender a atenção durante todos os 118 minutos, com cenas de lutas com a calma e precisão de Bruce Lee encarnadas por Denzel acompanhado de sua espada, mesmo que as cenas, às vezes, pareçam um pouco ensaiadas, certinhas demais. E o final entra para a lista dos filmes com finais surpreendentes.

 

 

Saiba mais! Denzel Washington fala sobre religião e poder que ela tem.

http://noticias.gospelmais.com.br/o-livro-de-eli-denzel-washington-entrevista-religiao-biblia-arma.html

 

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